13 Momentos mais tristes de ‘American Horror Story’

Espectadores de American Horror Story, já se perguntaram quais sensações provocadas pelo seriado atraem vocês? As respostas mais óbvias seria o choque pelas situações bizarras, a hipnose pela cinematografia ousada, os arrepios pelas monstruosidades sobrenaturais e humanas. Mas não dá pra negar o poder da qualidade dramática do roteiro. Sim, nosso masoquismo como fãs nos obriga não só a experimentar o medo, mas nos desidratar com cenas tristes. E como o elenco é bem aproveitado com elas. E alguns dos momentos emocionantes se destacam ao longo das temporadas (sem ordem de preferência).

  1. O gazebo

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Moira O’Hara ocuparia uma alta posição no ranking de personagens mais trágicos da série. Isso atinge o ápice no momento em que ela espia pela janela enquanto Ben Harmon constrói um gazebo sobre seus ossos, contribuindo inconscientemente para que o assassinato de Moira também seja eternamente ocultado. Para aumentar a nossa empatia pelo desespero da personagem, a cena é brindada com uma atuação monstro da Frances Conroy. Vocês não sentiram praticamente na carne a tristeza da Moira, enquanto “For Everything a Reason” da Carina Round toca no fundo, intensificando a melancolia da cena?

  1. O atropelamento

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Passo a passo:

  1. Vemos Addie dizer que quer ser uma garota bonita durante o Dia das Bruxas, até ser ridicularizada pela mãe.
  2.  Nosso coração dispara com um atropelamento chocante.
  3. Esquecemos que Constance é uma megera. Só percebemos uma mãe em pânico, gritando e lutando para que sua filha agonizante possa ser transportada para o gramado, no esforço de se permitir revê-la ainda que como fantasma.
  4. Somos forçados a ver Constance arrependida se despedir do corpo da filha, enquanto a maquia para realizar seu desejo de ser uma garota bonita.

Modo de apreciar:

Sem economizar lágrimas.

  1. A descoberta

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Em um primeiro momento, sentimos horror ao ver uma pessoa olhar para o próprio cadáver em decomposição. Releia a frase. “Uma pessoa olhar para o próprio cadáver em decomposição”. Poucas situações fictícias podem ser tão deprimentes quanto uma adolescente morta observar o próprio corpo. Mas Ryan Murphy consegue piorar: a morte não aconteceu em circunstâncias naturais ou acidentais, e sim é resultado de um suicídio. Goste a pessoa da rebeldia sombria da Violet ou não, é necessário ser um tanto insensível pra não se comover com a angústia dela neste episódio.

  1. O parto

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Entre todos os personagens da primeira temporada, Vivien é certamente a mais inocente. A mãe da família Harmon é uma heroína comparável com a Rosemary que dá nome ao filme de Roman Polanski, só que com o final pior do que criar o filho do diabo. Seu final é um parto mal sucedido, operado por fantasmas, temperado com altas dores e hemorragia, testemunhado por marido arrependido em prantos. Em um mundo justo, Vivien seria poupada disso. Mas é de um seriado de Ryan Murphy que estamos falando. Então, vai ter sofrimento com a morte dela, sim.

  1. O sacrifício

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Quando pensamos na personagem de Lily Rabe em “Asylum” lembramos de atos homicidas e sexuais. Não, gente, aquelas são ações do demônio. A essência da Irmã Mary Eunice era pura e religiosa. Imagine o que ela sentia ao abrigar o diabo no próprio corpo, perceber que é usada pra destruir vidas e estuprar monsenhores. A espiritualidade e inocência de Mary Eunice dão força para que ela tenha breves momentos de domínio de si mesma. Quando isso acontece o desespero dela é visível. A única coisa que resta a ela é se sacrificar, implorar pela própria morte. E é isso que ela faz, sendo atendida pelo Monsenhor Timothy.

  1. A despedida

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No início, Jude é rígida (leia-se violenta e intolerante) com os pacientes de Briarcliff. Começamos a temporada odiando aquela mulher. Mas em meio a serial killers, médicos nazistas, papais noéis malignos e diabos em corpo de freiras, Jude busca a redenção. Sem falar que foi o único ser que teve a decência de quebrar aquele maldito LP de “Dominique”. Terminamos a temporada amando aquela mulher. No entanto, Ryan Murphy compensa os bons atos de Jude com internação, violência, sujeira, solidão e degradação. Mesmo quando é resgatada por Kit, sua saúde já está debilitada. Testemunhamos seus poéticos dias finais, mas ainda é doloroso ver sua despedida. Mesmo que isso envolva cenas sublimes com a Jessica Lange, a morte de Jude dói até quando lembramos.

  1. O bebê

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Já que estamos falando em Jessica Lange e sua atuação monstro: o que dizer de sua capacidade de nos comover até com personagens desprezíveis? Fiona era a bruxa mais fodona da cidade, mas também ela era uma pessoa horrível e egoísta. Quem se lembra disso quando ela está vagando sem rumo por um hospital decadente durante uma tempestade externa e interna? Só sabemos que ela é mais uma vez uma mãe sofrendo por sua incapacidade de se relacionar bem com a sua filha ou mesmo de protegê-la. Como ela lida com sua impotência em salvar Cordelia da cegueira? Salvando um bebê natimorto enquanto ajuda a mãe a se aproximar da criança. Enquanto isso, nós lutamos pra conter nossa emoção.

  1. O massacre

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Quem já se comoveu com uma cabeça sem corpo chorando? Corrigindo: quem já se comoveu com uma cabeça sem corpo de uma escravocrata cruel chorando de remorso? Se a Jessica Lange é culpada por sentirmos por Fiona, Kathy Bates pode ser sentenciada por nos comover com monstruosa Lalaurie. Não bastasse sua interpretação, somos expostos à imagens da luta pelos direitos civis dos negros, ao som emocionante de uma canção do gênero “spiritual”, enquanto pessoas são massacradas. Não é à toa que a cena é considerada uma das mais fortes de Coven.

  1. A prisão

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Meep tinha a mentalidade de uma criança de três anos, não conseguia falar para se defender, tinha um corpo frágil. Quando o “geek” do Gabinete de Curiosidades de Fräulein Elsa é acusado injustamente por crimes que era fisicamente incapaz de cometer, já sabemos que não vai haver salvação. Mas como não agonia quando ele transita indefeso e infantil em uma cela cheia de presos violentos? Alguém estava preparado para aqueles gritos de pânico? E se algum carnívoro vier dizer que ele comia cabeças de pintinhos, por isso tinha karma, vou chamar meus amigos veganos pra conversar com vocês. Mérito da interpretação do Ben Woolf.

  1. O médico

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E se ninguém respeitasse você por sua condição física? E se você descobrisse que iria morrer? E se no momento em que você recebesse a notícia da sua própria morte, você tivesse passado por tantas humilhações que ser tratada pela primeira vez como um ser humano lhe emocionasse mais que a perspectiva do fim da vida? Ethel Darling passa por isso ao se consultar com o médico. E nós mais uma vez choramos com Kathy Bates.

  1. O palhaço

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Quem tinha fobia de palhaços passou por maus bocados com o Twisty. Eu que nunca tive problemas com eles também achava John Carroll Lynch interpretando uma espécie de encarnação de John Wayne Gacy bem assustador. Tudo mudou até seus flashbacks, até saber que por um tempo ele foi um palhaço inocente, falsamente acusado de pedofilia, alienado pela sociedade até tentar se suicidar com um tiro na boca. Depois disso nunca mais consegui olhar para Twisty sem sentir um nó na garganta.

  1. As gêmeas

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Dot e Bette eram opostas, o que resultava em conflitos agravados pelo fato de as duas dividirem o mesmo corpo. Houve momentos em que uma cogitou se livrar da outra. As gêmeas siamesas provavelmente dividiram muitos fãs. Qual era a sua favorita, leitor (a)? Só que a predileção pouco importava na cena em que as duas se reconciliaram, dizerem que se amavam, e se mostrarem dispostas a sacrificar seus sonhos uma da outra. Porra, Sarah Paulson! Nessa cena você fez fãs chorarem mais lágrimas que a Lana em toda a segunda temporada.

  1. A ‘pinhead’

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Freak Show é uma temporada divisora de opiniões. Porém, seu décimo episódio é uma unanimidade. Não só foi belissimamente produzido, “Orphans” se concentrava em um dos personagens mais queridos pelos fãs: Pepper. E que história triste a personagem de Naomi Grossman teve! Viver com microcefalia num mundo preconceituoso, crescer em orfanato, ser obrigada a se despedir de uma amiga que amava, sofrer maus tratos pela irmã, amar o sobrinho só para ouví-lo ser assassinado e ser culpada pelo crime, ser internada. Não bastasse a sucessão de sofrimentos que testemunhamos, convivemos com a lembrança de que o final de Pepper em Asylum foi bem infeliz.

  • Franklin

    só amor por essa serie. e o site está cada vez melhor tambem… parabens!

  • Letícia

    Faltou a Misty Day presa no inferno!!

    • junior cassáli

      sim! chorei muito. mas concordo com a cena da moira! foi a mais emocionante, socorro

    • J Aleixo

      Final ridículo esse da Misty Day, super corrido e mal feito, ela merecia um final feliz.

  • Samanta Samy

    A morte da Irmã Jude me abala toda vez que lembro. Épico!

  • Alysson Galdino

    A Myrtle morrendo na fogueira quando grita BALENCIAAAGA também foi bem triste

  • ray

    Misty no inferno cade?? chorei muito, ela não merecia!

  • juliana banana

    faltou da Lana na maternidade.

  • Jhen Gunner Santos

    quando lana é abusada pelo cara sangrenta
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  • Malu Durães

    Ben Woolf morreu de verdade 🙁 triste

  • Wellington Okenob Xavier

    “Orphans” foi o melhor episódio!!!
    Senti horror pelo remorso que me foi apresentado ao extremo. Cenas memoráveis do início ao fim

  • J Aleixo

    A história da Pepper foi a que mais me comoveu em toda a série, realmente eu tenho uma mini depressão só de lembrar dela.

  • Caio

    O episódio “Órfãos” continua sendo o mais triste pra mim

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