Quais líderes de cultos Evan Peters pode interpretar na 7ª Temporada

Na noite de sexta-feira passada (25), Ryan Murphy anunciou que a participação de Evan Peters na sétima temporada não ficará restrita a dar vida ao líder de um culto suburbano, um jovem fictício chamado Kai Anderson. Além de interpretar o personagem criado para Cult, o ator encarnará pessoas reais que fundaram seitas ou estiveram relacionadas com culto de personalidade.

Peters terá outros seis papéis. Como será desenvolvida a abordagem de cada um deles? Não houve ainda nenhuma indicação oficial. Podemos supor que eles apareçam em flashbacks que contem histórias de cultos reais, ou em fantasias do próprio Kai sobre líderes que o inspiram. Porém, a ideia de que American Horror Story irá tratar de situações reais (o seriado sempre faz reconstituições de horrores não-fictícios de forma intrigante) ao mesmo tempo em que oferecerá a um ator a possibilidade de demonstrar seu talento e versatilidade é excitante.

Para lidar com a curiosidade que a notícia causou nos espectadores da série, construímos uma lista com os líderes já confirmados para a sétima temporada e acrescentamos outras personalidades que supomos que se encaixem na ideia.

OS CONFIRMADOS

  • Charles Manson – Família Manson


Provavelmente o mais famoso dos líderes de seitas já confirmados na temporada, Charles Manson – ou Charles Milles Maddox, como era chamado antes de adotar o nome emblemático – nasceu em 12 de novembro de 1934 na cidade norte-americana de Cincinatti. Na idade adulta, ele formou uma comunidade alternativa em rancho perto de Los Angeles no final da década de 1960, depois de passar por anos entre reformatórios juvenis e prisões. Seus seguidores se pareciam os hippies que se popularizavam na época, porém tinham um caráter mais macabro do que apenas cometer excessos na prática do amor-livre ou no uso de drogas. Na maioria das vezes, Manson atraía jovens perturbados e que se sentiam rejeitados pela sociedade ou por seus pais.
Os seguidores doutrinados por Manson e que reuniam em seu Spahn Ranch viriam a ser conhecidos como a “Família Manson”. Eles se tornaram famosos após cometerem uma série de assassinatos por influência do guru. Entre as vítimas estava a atriz Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polansky, grávida de oito meses quando morreu a facadas.
Mas qual era a motivação deles? Manson acreditava no que chamou de Helter Skelter (nome inspirado em uma canção dos Beatles), uma guerra racial apocalíptica que oporia brancos e negros, e transmitia a crença para sua “Família”. Os crimes foram idealizados como forma de incriminar a comunidade negra e acelerar o conflito. O plano foi descoberto. Manson foi considerado culpado pelo homicídio de sete pessoas, mortes executadas por membros de seu grupo sob suas instruções. Ele cumpre pena de prisão perpétua na California State Prison.

  • Jim Jones – Templo do Povo


James Warren “Jim” Jones nasceu no dia 13 de Maio de 1931, na cidade de Crete, Indiana. É responsável pelo suicídio coletivo de cerca de 900 seguidores de sua seita, chamada “Templo do Povo”, em 18 de Novembro de 1978, num episódio que ficou mundialmente conhecido como “O Massacre de Jonestown”.
No ano de 1955, fundou a Igreja Wings of Deliverance. O culto recebeu vários nomes até adquirir a denominação definitiva de Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos: Igreja Cristã do Evangelho Pleno), em 1959. Em 1963 ele e seus seguidores passaram um tempo trabalhando nas favelas cariocas. Na década de 70, em seu auge, o Tempo chegou a ter quase 20 mil membros, além de conexões com figuras influentes da esquerda americana.
Após denúncias motivadas pela deserção de oito jovens, o grupo dirigente do Templo se fechou em torno de Jones e sua liderança pessoal. A partir de então, relatos de ex-membros registraram planos e simulações de suicídio coletivo. Houveram muitas acusações de sequestro de crianças, ameaças físicas, morais e mentais diretamente aos membros da seita, tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos, interferências de Jones na escolha do casamento e na vida sexual dos casais.
Em 1974, Jones comprou terras na Guiana, para transformar em uma nova casa para si e para seus seguidores. Ali Jones, com sua família, pretendia erguer o “Projeto Agrícola” do Templo dos Povos, formando a comunidade informalmente denominada de Jonestown.
Após denuncias de ameaças de suicídio coletivo e pedidos de ajuda para resgatar membros da seita, Leo J. Ryan, um congressista da Califórnia, decidiu investigar Jonestown. Ele e sua comitiva foram para a comunidade em 17 de novembro de 1978. No dia seguinte, Ryan percorreu Jonestown com uma equipe de televisão no reboque. Ele convidou quem quisesse deixar o complexo para vir com ele, mas sua operação de resgate não foi conforme o planejado. A deserção de alguns membros da comunidade (que quiseram se reunir ao retorno da comitiva) criou um clima de tensão no local.
Jones concordou com a saída, denunciando os desertores como traidores, e à tarde, Ryan foi atacado com uma faca por um membro da seita, o que apressou a saída dos visitantes. Ao chegar à pista de pouso do Port Kaituma, o avião que deveria levar Ryan e sua comitiva foi alvejado pela guarda que fazia a segurança de Jim Jones.
Quando o tiroteio parou, haviam cinco pessoas mortas, incluindo o congressista Ryan, o correspondente da NBC, Don Harris, o cinegrafista da NBC, Bob Brown, e o fotógrafo do exame San Francisco, Greg Robinson e Patricia Parks. Dois desertores foram gravemente feridos, disparados por Larry Layton, irmão da ex-membro do Templo dos Povos Debbie Layton Blakely, que se juntou ao grupo sob a pretensão de querer sair.
Mais tarde, naquele mesmo dia, Jones lançou o que ele chamou de campanha de “suicídio revolucionário”. Cianeto e Valium foram misturados em um lote de mistura de bebida em pó para fazer um suco tóxico, e copos dessa bebida letal foram distribuídos aos membros. Os primeiros a morrer foram as crianças e aqueles que se recusaram a beber, após obrigados por guardas armados. No total, mais de 900 pessoas morreram em Jonestown, 276 delas eram crianças. Jones, por outro lado, escolheu uma saída diferente. Jones morreu de um ferimento de bala na cabeça, suspeita-se que sua morte foi um suicídio. Ele foi encontrado no chão do pavilhão Jonestown, a principal área de encontro do campo, com sua esposa Marceline, enfermeira Annie Moore e outros membros do grupo.
Jones era um tirano no templo, onde forçavam os seguidores a chamá-lo de Pai e acreditava ser a reencarnação de Jesus e Gandhi, além de se vangloriar por fazer sexo com homens e mulheres da seita.

  • David Koresh – Ramo Davidiano


David Koresh nasceu em 17 de agosto de 1959 em Houston, no Texas. Ele descrevia sua infância como solitária e difícil. Batizado de Vernon Wayne Howell, ele nunca conheceu seu pai, sua mãe adolescente passou a viver com um alcoólatra e chegou a abandoná-lo com avó. Koresh contou ter sofrido um estupro coletivo aos oito anos. Para piorar, o garoto tinha dislexia e era mau aluno, o que  contribuía para aumentar seu isolamento. Desde a infância, ele nutria um forte interesse pela Bíblia. Apesar da solidão na infância, Koresh quando adulto, tornou-se líder da seita Ramo Davidiano, derivada da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Koresh era visto como o último profeta do grupo religioso. O culto cristão fundado na década de 1950, foi pacífico por décadas, até que no final dos anos 1980, Koresh passou a encabeçá-lo.
Foi depois dessa ascensão, em 1990, que ele mudou o próprio nome e fundou a comunidade Mount Carmel Center, na cidade texana de Waco. Os ensinamentos de Koresh orientavam seus seguidores ao celibato. Apesar disso, ele tinha relações sexuais com um grande número de adolescentes, chegando a ter 18 esposas. Uma das jovens com quem o profeta se envolveu teria 12 anos.
Sob a liderança de Koresh, o Ramo Davidiano se tornou alvo de investigação de autoridades federais dos Estados Unidos sob a suspeita de que a comunidade convertia armas semiautomáticas em automáticas, o que era proibido por lei, e guardava material explosivo e militar. Quatro agentes foram mortos pelos membros da seita, o que resultou em um cerco ao Mount  Carmel Center, localizado em Waco, que durou 51 ias e envolveu o exército, o FBI, a ATF (Agência de Controle de Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos dos EUA) e a polícia do Texas. Em de 19 de abril de 1993, a Procuradoria-Geral dos Estados Unidos deu ordem de invasão ao local.  Tanques de guerra foram utilizados na ação para perfurar os muros do complexo. Gás lacrimogênio foi utilizado por agentes. O local sofreu um incêndio, supostamente causado pelo contato de lamparinas de querosene com o gás. Aproximadamente 80 pessoas morreram na ação, entre elas, Koresh encontrado com perfuração de bala na cabeça e carbonizado.

  • Andy Warhol – The Factory


Andy Warhol foi um pintor e cineasta norteamericano nascido no dia 6 de agosto de 1928 em Pittsburgh, Pensilvania. Não pode ser considerado líder de qualquer seita, mas ficou conhecido por ser um dos principais artistas do movimento Pop Art, na década de 60, fato que lhe rendeu elevada notoriedade por incentivar o chamado “culto à personalidade”. Além disso, financiou e foi mentor intelectual da banda The Velvet Underground, e fundou a revista Interview.
Em 1968 sofreu uma tentativa de assassinato pela escritora e feminista radical Valerie Solanas (que em Cult será interpretada pela atriz, roteirista e cineasta Lena Dunham). Em 1967, Valerie encontrou Andy Warhol fora de seu estúdio, The Factory, e pediu-lhe para produzir sua peça. Intrigado pelo título, Warhol ficou com o roteiro para revisá-lo. O roteiro da peça de Solanas nunca lhe foi devolvido. Valerie começou a fazer ligações para Warhol, exigindo-lhe a devolução do roteiro de Up Your Ass. Quando Warhol admitiu que tinha extraviado, ela começou a exigir dinheiro como compensação. Warhol não restitui Solanas, mas em vez disso lhe ofereceu um papel em uma cena de seu filme I, a Man. No dia 3 de Junho de 1968, ela chegou ao estúdio de Warhol e esperou por ele na área central. Após subir no elevador junto com ele, ergueu uma arma e atirou em Warhol três vezes, acertando apenas uma. O artista teve dificuldades, chegou a ser declarado morto por 90 segundos, mas sobreviveu, embora nunca tenha se recuperado por completo.
Naquela tarde, Solanas se entregou à polícia e foi acusada de tentativa de assassinato e posse de arma letal. Ela afirmava que Warhol tinha “muito controle sobre a vida dela” e que queria roubar seu trabalho. Declarou-se culpada e recebeu uma sentença de três anos num hospital psiquiátrico. Após avaliação psiquiatrica concluiu-se que ela sofria de uma “reação esquizofrênica, do tipo paranoide com marcas de depressão e potencial suficiente para agir”. Warhol recusou-se a testemunhar contra ela.
O artista morreu no dia 22 de fevereiro de 1987, após complicações decorrentes de uma operação na vesícula biliar.

NOSSAS SUPOSIÇÕES

  • Marshall Applewhite – Heaven’s Gate


Heaven’s Gate foi a primeira seita notória norte-americana a recrutar membros por uma ferramenta que ganhava a massa no final da década de 1990, a Internet. Formado nos anos 1970, o grupo chamou atenção do mundo com o suicídio em massa de 39 integrantes e por sua obsessão por Ovnis (Objetos voadores não-identificados). Entre os mortos, estava seu fundador Marshall Applewhite. Nascido em 17 de maio de 1931, ele viveu décadas do que parecia ser uma vida comum antes de desenvolver uma teologia que misturava a Bíblia com elementos de ficção científica. Applewhite se formou em Austin, casou-se, serviu o Exército, foi professor universitário e tinha talento musical e dramático, apesar de enfrentar o insucesso numa tentativa de seguir a carreira de ator.
Entre 1968, seu casamento terminou, ele largou o trabalho como professor e estava a beira de um colapso nervoso. Applewhite passou a frequentar instituições psiquiátricas para tentar controlar “desejos homossexuais”. Foi quando ele conheceu a enfermeira Bonnie Lu Nettles. Os dois passaram a viajar pelos Estados Unidos e chegaram a cometer crimes como fraude de cartão de crédito e furto de carro de aluguel. Eles acreditam que era personagens citados pelo Livro das Revelações, do Novo Testamento. Pelo roubo do automóvel, Applewhite ficou preso por seis meses, desenvolvendo seu corpo de crenças durante o período.
O grupo Heaven’s Gate foi criado em 1974. Seus membros acreditavam que o corpo humano era só um veículo e que ao se morrer, eles libertariam as próprias almas. A morte era uma forma de evoluir para o outro nível.  Em março de 1997, Applewhite e outros 38 membros da seita vestiram tênis da marca Nike e roupas pretas, e se mataram tomando barbitúrico com vodca, prendendo sacolas nas cabeças e se deitando com mortalhas roxas estendidas sobre o corpo. A maioria morreu por asfixia. Na época, o cometa Hale-bopp passava pela Terra. Applewhite e seus seguidores acreditava que o cometa fosse uma nave espacial que conduziria suas almas para um novo lar.

  • Warren Jeffs – Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias


Warren Jeffs nasceu no dia 3 de dezembro de 1955, na cidade de Sacramento, California. Foi o líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, posto que herdou após a morte do seu pai, em 2002. Derivada do mormonismo, essa igreja gira em torno de seu “profeta” e tem como uma das principais bases a poligamia (mas só para os homens, é claro). Jeffs mesmo chegou a se casar com algumas das viúvas de seu pai quando assumiu a liderança da comunidade. Durante suas pregações afirmava que “quanto mais mulheres um homem tiver, mais perto estará da glória”.
Em 2007, Jeffs foi condenado por ser cumplice em dois casos de estupro, recebendo a pena de 10 anos de prisão. No mesmo ano abdicou da liderança da Igreja. Essa pena foi anulada em 2010 devido a erros encontrados durante o julgamento. Em 2011 voltou ao banco dos réus devido a dois dos seus “casamentos celestiais”: um com uma menina de 12 anos e outro com uma adolescente de 15 – que mais tarde acabou tendo um filho dele. Durante o julgamento, um vídeo da menina de 12 anos sendo estuprada foi exibido como prova, além de ficar comprovado que ele havia realizado pelo menos 70 casamentos ilegais, sendo que pelo menos 1/3 envolvia meninas menores de idade. Jeffs fez sua própria fraca defesa, baseando-se quase que inteiramente no Livro dos Mórmons. No final, foi considerado culpado das duas acusações e condenado a prisão perpétua. Atualmente cumpre a pena no presídio de Powledge, no Texas, onde já tentou se matar diversas vezes. Apesar de não ser mais o líder da Igreja, parece controlar as atividades da comunidade de dentro da prisão até hoje.

  • Nathan Bedford Forrest – Ku Klux Klan


É difícil quem diante de pessoas com roupas e capuzes brancos pontudos não reconheça os membros da organização que prega a supremacia branca chamado Ku Klux Klan. O grupo racista formado por veteranos da Confederação Sulista surgiu em 1865, no sul dos Estados Unidos. O movimento foi criado para dar continuidade à fraternidade das armas, porém os membros passaram a perseguir negros e seus defensores. Na época, acabava a  Guerra de Secessão, conflito iniciado em 1961 quando os estados escravagistas tentaram se separar do norte. A organização buscava evitar a integração social dos negros.
O movimento crescia e precisava de um chefe. Nascido em 13 de julho de 1821, Nathan Bedford Forrest teria sido o primeiro grande líder do Ku Klux Klan. Antes do conflito, ele era um homem de sucesso com negociações de algodão, terras e escravos. Na Guerra, ele serviu como tenente-general dos Confederados, tornado-se uma das figuras mais controversas da história do período. Ele é considerado como um dos estrategistas mais brilhantes do conflito, mas também é acusado de crimes de guerra como ordenar o massacre de prisioneiros brancos e negros. Historiadores se dividem sobre o papel de Forrest como líder do grupo. Em 1867, membros do Klan começaram a ameaçar, chicotear e até matar eleitores negros. Conforme a violência crescia, Forrest e outros homens de influência política buscavam se distanciar do grupo. Em 1874, ele chegou a se voluntariar para exterminar os responsáveis pela violência contra os negros.

  • L. Ron Hubbard – Cientologia


Lafayette Ronald Hubbard (mais conhecido como L. Ron Hubbard, ou apenas LRH) nasceu na cidade de Tilden, Nebraska, no dia 13 de Março de 1911. É mais conhecido por ter fundado a Igreja da Cientologia, famosa por ser frequentada por celebridades como Tom Cruise e John Travolta. Em alguns países, inclusive nos Estados Unidos, tem condição de religião. Mas, em outros, como a França, é considerada uma seita.
Diversas denúncias de abusos físicos e psicológicos vieram a tona ao longo dos anos, contudo, sabe-se que os responsáveis pela religião não poupam esforços para silenciar seus críticos, recorrendo a tribunais e lançando campanhas de propaganda.
Hubbard ainda é considerado por alguns como um dos pioneiros no ramo dos livros de autoajuda ao publicar Dianética – A Ciência Moderna da Saúde Mental. A ele, inclusive, são atribuídas afirmações de que criar uma religião seria uma forma de enriquecimento fácil.
Entre os principais objetivos da Cientologia está o surgimento de uma civilização sem insanidade, criminosos e guerra, na qual o homem prosperaria e seria livre para se elevar em sua verdadeira natureza espiritual. Fugindo da imagem de uma igreja tradicional, os prédios abrigam amplas salas de estudo e displays interativos que explicam os princípios da instituição. No local, ministros tiram dúvidas de fiéis e curiosos e sugerem a participação em cursos – aqui, o mais procurado é sobre como superar os altos e baixos na vida. Atualmente há mais de 10 mil igrejas, missões e grupos em 165 países. No Brasil existem três centros, todos na Grande São Paulo.
A Cientologia realiza casamentos, batizados, serviços funerais, cerimônias de nomeação para novos membros e entrega de diplomas aos que concluem os cursos. Além disso, existem os serviços dominicais, em que o capelão ou outro ministro lê o credo da igreja e faz um sermão baseado nas palavras de seu fundador.
A instituição também conta com os chamados “Centros de Celebridades”, que são voltados a atores, músicos, esportistas, políticos, enfim, celebridades em geral. Embora possam ser frequentados por não-famosos, os locais servem para ajudar aqueles que, segundo L. Ron Hubbard, “têm papel essencial na melhoria do mundo”.
Hubbard faleceu em 1986, uma semana depois de sofrer um AVC.

  • William Huntington Russell ou Alphonso Taft – Skull and Bones


Skull and Bones é uma das sociedades secretas universitárias mais conhecidas dos Estados Unidos, formada em 1832, em Yale. Entre seus membros estão políticos como George H. W. Bush, o pai, George W. Bush, o filho, John Kerry, homens da mídia como Henry Luce, funador das revistas Time, Life, Fortune e Sports Illustrated e membros da Suprema Corte, como Morrison R. Waite. Além da influência política por meio de seus membros, o grupo alvo de teorias da conspiração que sugerem que a sociedade teria um papel em ações para domínio do mundo. Crenças em torno da Skull and Bones também defendem que a sociedade está ligada aos Illuminati ou até que ela controla a CIA.
Por todos os mitos e cultos que envolvem a sociedade secreta, é possível que Murphy a utilize na sétima temporada. Nesse caso, Evan Peters poderia interpretar um de seus co-fundadores: o político, educador e homem de negócios William Huntington Russell, ou o jurista, diplomata e político Alphonso Taft, que chegou a ser Secretário de Guerra do presiente Ulysses S. Grant.