Books To Die For #1 – Sangue no Inverno

É com prazer que apresentamos aos nossos leitores a nossa primeira coluna semanal, a Books To Die For, onde ao lado de editoras parceiras, iremos apresentar diversos livros do gênero terror, suspense e policial.

O primeiro livro a ser apresentado será o romance policial Sangue no Inverno, do autor sueco Mons Kallentoft. O livro faz parte da saga “Malin Fors“, que é composta por 3 livros, lançados no Brasil pela editora Benvirá.

A narrativa se inicia em uma pequena cidade da Suécia, Linköping, que está passando por seu inverno mais rigoroso, e que repentinamente se vê no foco dos noticiários, pois um homem obeso é encontrado pendurado em um pinheiro no meio de uma floresta, espancado, mutilado e totalmente congelado pelo frio devastador. Ao que indica a cena do crime e o estado do corpo, o homem poderia ter sido vítima de um antigo ritual Viking, mas logo são dados os fatos sobre a vida da vítima, e percebemos que na verdade tudo está relacionado a um chocante segredo de família.

O autor usa vários pontos de vista para intercalar a trama, entre eles, está o da “heroína”, a detetive Malin Fors. Malin é uma mulher solteira, que passou por um doloroso divórcio, e que atualmente mora sozinha com a filha de 13 anos. Fors e toda a equipe do departamento de polícia vão tentar desvendar o misterioso assassinato, que a princípio, não apresenta suspeitos, muito menos pistas concretas.

Malin em nada se parece com as outras famosas detetives policias que estamos acostumados a ver em livros do gênero. Ela age com tamanha frieza que consegue captar detalhes desapercebidos aos olhos do leitor.

Os momentos da narrativa também são intercalados com os pensamentos do morto, que questiona por diversas vezes o seu estado, e nos fornece pistas cruciais sobre sua personalidade e a vida que levava antes de ser assassinado com requintes de crueldade.

“De certa forma é até agradável ficar pendurado aqui em cima. A vista é esplêndida e meu corpo congelado balança agradavelmente ao sabor do vento(…)”

A narrativa, em determinados momentos, pode confundir bastante os leitores mais desatentos, pois a mudança de universos de personagens fica subentendido em simples trocas de parágrafos, por exemplo.

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