Chapter 7 – Os melhores momentos comentados

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Que episódio sensacional! Provavelmente você está aqui porque assistiu o sétimo episódio, caso contrário, não gostaria dos spoilers aqui contidos. Mas nós que já assistimos o sétimo, vamos marcar de ir pra casa de alguém, levar uma pipoca e assistir tudo de novo, por favor, porque eu ainda não superei o que vi ontem. Quem leu o recap da semana passada sabe o quanto eu me senti um pouco triste pela famosa expectativa não atendida, entretanto, decidir não esperar tanto me deixou bem chocada com o ep dessa semana, e eu amei. Comecemos!

  • GET THE CAMERA! GET THE CAMERA!;

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Começamos o episódio com o chato Sidney e sua fixação por câmeras quando, depois de uma conversa com a assistente Alissa sobre Diana, ele comenta que não precisava mais dela porque não se juntava com quem não fazia história. Logo após isso, do susto de Rory aparecendo nos vídeos, ele e o câmera-man ouviram barulhos do lado de fora do trailer e, checando o que havia acontecido, encontraram Alissa morta. Não muito tempo depois, Agnes, num dos seus surtos psicóticos, os atacou com um machado e assassinou os dois.

Irônico pensar que, apesar dele ter passado dos limites e ter ficado cego com a vontade do sucesso, embora os planos que ele tinha não tenham dado certo, ele realmente conseguiu “entrar pra história” mesmo que da forma não desejada, já que as cenas do projeto foram achadas e exibidas. Porém, a ausência de Sidney acabou dando abertura à vulnerabilidade dos integrantes da casa. Precisamos reconhecer que ele foi morto numa péssima hora. Péssimo pra eles, bom pra nós, expectadores reais, que pudemos ver tudo que poderia ter sido evitado caso Sidney não tivesse morrido.

  • OH MY GOD! BRAD PITT!;

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Ainda céticos com a situação, Audrey procurava por Rory pela casa enquanto todo mundo estava na sala analisando a palavra MURDER na parede. E em meio a perguntas bobas sobre a procura por ele, claro que aconteceram pequenos estranhamentos entre eles e a brilhante de ideia de lembrar que Rory havia sido convidado pra um papel importante, que provavelmente estaria em L.A e aquilo seria só mais uma brincadeirinha de Sidney. Pouco tempo depois vemos Agnes na adega, amaldiçoando Sidney de todo jeito e se perguntando se realmente valia a pena ter assassinado os três, alternando entre arrependimento e satisfação.

Percebemos aos poucos que Agnes não está em um completo delírio, mas que tem sua pequena porção de sanidade e discernimento. Vemos que de fato ela tem lapsos em achar que é a Butcher mas também carrega o rancor de ter sido afastada da sequência de filmagens, acredita que esse papel é uma bênção e que foi escolhida pra proteger a terra. Ao mesmo tempo que jura limpar a terra com sangue queimado nas chamas profundas, ela sente o remorso de ter matado uma assistente grávida e que a servia bem e com cuidado.

  • OLC NA DORCHDAIS;

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Shelby teve um pequeno momentinho com Dominic na cozinha, Matt viu e fez questão de entender tudo errado. Até aí tudo bem, já era de se esperar essa reação. Acontece que quando ela sobre pro quarto, encontra a câmera que Agnes usou na adega em cima da cama e acaba sendo atacada pelas costas. Ela foi golpeada antes que Dominic aparecesse pra impedir Agnes de matá-la, porém, a maior preocupação aparente era a de filmar quem a atacou e possivelmente responsabilizá-la depois. Agnes sumiu do quarto misteriosamente, Audrey e os outros subiram pra ajudar Shelby mesmo que não soubessem o jeito certo de ajudar e decidiram ali que sairiam da casa pra buscar ajuda.

Pra você ver como as coisas acontecem na tv e como é a nossa curiosidade em saber como tudo terminou, não é? Óbvio que se eles fossem mais inteligentes e desesperados nós não teríamos metade das cenas que já tivemos, e embora tenham sido cenas muito boas de ver, como que subestimam uma cabeça capaz de pensar e reconhecer que ninguém seria capaz de deixar o instinto de sobrevivência de lado pra aceitar e filmar a própria morte? Tampouco seria capaz de continuar consciente ali ou com o braço pronto pra matar alguém depois.

  • RUN! RUN!;

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Ok, todo mundo combinou que as três sairiam em busca de ajuda e que iriam pela saída alternativa da casa, ou seja, o túnel. Lee estava armada, e claro que isso seria mais um motivo de briguinhas por lá, porque ela não sabe se ajudar, só se atrapalha o tempo todo. Dentro do túnel elas viram uma espécie de fantasma do Rory, ou seria o próprio Edward Mott? Lee atirou ao menos quatro vezes, não funcionou mas mesmo assim elas conseguiram sair de lá e foram parar na floresta. Monet viu a lua sangrenta no céu e isso já deixou todo mundo desesperada por lá, e andando pela floresta acabaram achando o trailer da produção e os corpos no chão. Claro que ficaram chocadas, Audrey até um pouco mais, mas não desistiram de procurar qualquer meio de comunicação por ali.

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Claro que as coisas estavam fáceis demais, mesmo que chocantes também. Agnes apareceu pra atacar e numa reação rápida Lee acabou atirando e, mesmo com o carro parado ali, elas decidiram fugir a pé. Encontraram os colonos com as tochas em punho e Audrey achou que seria uma boa hora pra se despedir de Rory, e no meio do desabafo Monet apareceu pra perguntar de onde ela estava sangrando, e quando ela olhou pra cima viu o corpo dele lá, amarrado e estendido. Não tinha como ficar muito tempo de luto por ali, e tentando fugir dos colonos, os Polk (abrindo parênteses pra Finn Wittrock!!!!!) apareceram por lá e as sequestraram.

Mais uma do show das boas ideias, é preciso reconhecer que na hora da raiva e do desespero a única alternativa é não ter medo nenhum, só estar ciente dos perigos. Depois que Shelby foi atacada, sair e procurar ajuda era uma necessidade. E sabendo que Sidney era sem escrúpulos algum, não seria absurdo pensar que ele vendo isso não ofereceria ajuda alguma. Enfrentar a floresta era questão de necessidade. Estando na floresta e vendo os corpos no chão, o ataque de Agnes, fugir e deixar os outros na casa seria de imensa covardia. Pouco tempo pra pensar, muito choque pra dissolver. As cenas na floresta acabaram sendo, na minha opinião, as mais intensas e melhores do episódio. É nítido a agonia e desespero da situação, o pavor do próximo passo, e, ainda assim, a não desistência de escapar de lá.

  • SHELBY, WAKE UP!;

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Enquanto as outras estavam na floresta procurando por ajuda, os três estavam na casa cuidando de Shelby. No meio do repouso Matt acordou como se estivesse hipnotizado, saiu da cama e seguiu pro porão. Dominic viu, seguiu e depois subiu pra chamar Shelby. Quando ela desceu e viu, a primeira reação foi tirar Scáthach de perto dele, o que ela não esperava era que ele dissesse que havia voltado por conta dela. A reação de choque de Shelby foi tão grande quanto a decepção de ouvir aquilo. E num descarregamento de raiva, bem mais parecido com ódio, ela acabou matando Matt. 

Shelby voltou pra casa porque queria salvar o casamento, Lee pra limpar a honra, mas e Matt? Se não me falha a memória, já me perguntei isso alguma vez. Se na hora que está hipnotizado ele diz que voltou por Scáthach, por quanto tempo ele ficou hipnotizado? Durante todo esse tempo ele disse que sequer lembrava de ter sido abusado por ela uma vez, supomos que ele realmente não lembrava e se Shelby não tivesse contado ele não saberia. Fiquei um bom tempo me perguntando se, assim como Agnes, ele teria ficado com alguma sequela por conta da casa, sob algum encantamento de Scáthach ou se de fato sabia do que havia acontecido. Não tenho resposta nenhuma, só aprendi a especular. Fica aí o questionamento!

  • I JUST WANTED TO BE ON TV;

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Por último a última e melhor cena do episódio! Enquanto Dominic tentava acalmar Shelby, Agnes decidiu por fogo na casa, bem recuperada da auto-cirurgia que havia feito. Não contava com o aparecimento dos colonos, provavelmente. Mas a chegada deles deu um gás nela, chegou a acreditar que vinham pra lhe dar ajuda. Deu de cara com a verdadeira Butcher, teve medo, pediu perdão, demonstrou a admiração que tinha e tentou se justificar à ela. Morreu com um machado partindo sua cabeça, tal como atacou vários por confundir ser. Acabou morrendo na mão de sua ídolo, e a gente percebeu que Agnes, mesmo no seu surto psicótico, não seria tão cruel quanto quem admirava.

Acho que a maioria há de convir aqui que a dona do episódio foi Kathy Bates, não é mesmo? Uma interpretação como sempre incrível e uma personagem realmente querida pelos fãs reais. Teve importância em todas as cenas e o protagonismo desse episódio. Embora a temporada se passe por um relato fictício da família que morou ali, eu acredito que a protagonista de Roanoke já seja Kathy. Me reitero também por Sarah Paulson, até que a sua personagem Audrey não foi tão chata assim, consegui rir e tirar a tensão na hora do seu choque por ter visto os corpos no chão e quanto ao comentário de ser britânica, por lembrar do Brad Pitt, na discussão com Lee, por querer um pouco de pó na casa dos Polk. Eu te amo, Sarah! Até gosto um pouquinho mais de você, Audrey.

O próximo episódio de American Horror Story: Roanoke irá ao ar no dia 3/11 e você pode ver a promo clicando aqui.

  • Richard M.

    Vcs acham q seria melhor ter trocados os papeis dos atores “secundarios”? tipo, deixar a Gaga como a real Scathach, e Frances como a real mãe Polk, pq dai a gente ficaria curioso pra saber quem é quem de verdade e levaria o choque na hora, além de facilitar o “reuso” dos personagens em outras temporadas.

    • Ricardo Lima

      Verdade,

    • Bianca De Sousa Canalli Maria

      Achei a Frances mais realista como Mama Polk.
      A “verdadeira” parece muito caricata. Não curti.

  • Bruno

    A Lily Rabe também foi bem no episódio e merecia um destaquezinho, mas realmente, a DONA foi Kathy Bates!
    As atitudes burras me incomodam um pouco, mas nada que desmereça essa temporada. Afinal, se tivessem atitudes sensatas, a temporada não estaria tão boa quanto está!

  • Cello

    Sobre esse episódio: não sei o que falar, só sentir.