Cody Fern declara que o episódio ‘Return to Murder House’ será bastante revelador

Coisas ruins costumam vir em pacotes grandes. Esse é o caso com Michael Langdon (Cody Fern), o Anticristo causando caos em American Horror Story: Apocalypse. Fãs estão enlouquecidos após o nascimento do filho de Satã, que trabalha sem descanso para trazer o fim do mundo e derrubar nossa querida Suprema, Cordelia (Sarah Paulson), na série.

Após umas semanas explorando o passado de Langdon e suas conexões com as bruxas de Coven, o próximo episódio trará Madison (Emma Roberts) e Behold Chablis (Billy Porter) descobrindo seu passado na Murder House em um episódio que trará o retorno de Jessica Lange como a mãe adotiva de Langdon, Constance.

O que devemos esperar da relação de Constance e Langdon? Langdon é realmente mau ou poderia se afastar de seu destino satânico? E como é interpretar o Anticristo mais sexy do mundo? TV Guide falou com a estrela de American Horror Story, Cody Fern, sobre isso e mais.

TV GUIDE: Basicamente desde que as primeiras fotos de você como Michael Langdon foram divulgadas, as pessoas não pararam de falar o quão sexy é o Anticristo. Quando você pegou o papel do filho de Satã, você imaginou que se tornaria um símbolo sexual?

CODY FERN: [Risadas] Eu não pensei nisso nem por um segundo. Isso é um exagero para mim. Eu fico o mais distante possível das reações sobre a série. Eu não tenho twitter então não sei o que está acontecendo naquele mundo… Mas não, não pensei. E não, não li sobre isso. Mas isso é muito impressionante.

TVG: Muitos personagens na série, de Gallant até Madison, definitivamente se sentem atraídos a Langdon também. Mas o Anticristo tem uma orientação sexual ou um interesse em sexo? Tem algo sobre seu carisma maligno que atrai pessoas a ele?

CF: Não acho que devemos falar sobre Langdon como um personagem maligno e não acho que ele tem um ar maligno. Acho que isso é algo projetado em outra pessoa. Nós decidimos como sociedade o que é bom e o que é ruim, e para Langdon, acho que ele está vendo um mundo perturbado. Ele vê um mundo construído na imagem de Deus onde homens são gananciosos, egoístas e desonestos e criam guerra e fome e isso é bem maligno. Então ele não é mau por natureza. Ele está indo para esse lado; Ele é o filho de Satã. Mas quem pode dizer que nem todos os homens são naturalmente maus ou corruptos? É isso que Langdon acredita. Ele atinge esse local das pessoas que elas tentam manter escondidos, que querem esconder do mundo por parecer maligno ou cruel, e ele tira isso delas.

Se Langdon tem uma sexualidade? Acredito que não. Ele certamente não segue uma ou outra. Acho que ele é bastante sexual por ele mesmo. Mas não tem uma preferência. Ele tira o desejo do coração das pessoas, seja isso por poder, por sexo, por matar um membro da família. Ele foca no que aquela pessoa está sentindo em seu coração e em seu corpo e essa é sua sexualidade. É o que excita Langdon. Sei que ele não tem preferência. Estou o interpretando sem uma preferência.

TVG: Amo quando podemos ver as interações de Langdon com Mead. Ele parece realmente se importar com ela e chega a ser vulnerável com ela algumas vezes. Por que Langdon é tão diferente com Mead, e veremos mais desse seu lado na temporada?

CF: Definitivamente veremos. Acho que o que é animador sobre Michael Langdon é que ele está em uma jornada. Quando o vemos no Abrigo 3 ele é confiante, seguro de si e cauteloso. Ele entende aonde está indo e o que precisa fazer. E quando voltamos no tempo, claro, somos introduzidos a um personagem que não tem tudo em controle, que não é confiante sobre quem ele é, o que está fazendo e aonde deve ir. Isso é um aspecto importante. Ele foi colocado no mundo com seu destino entregue a ele. Então a pergunta que devemos fazer é a seguinte, qual foi sua escolha? O que ele pode decidir por si próprio? Quando você nasce como o filho de Satã, é meio como se você fosse parte da realeza, como se fosse Claire Foy em The Crown, entende? Qual papel, que ajudantes você tem? Qual caminho você escolhe seguir quando nasce dessa forma? É isso que fica na minha mente sobre Langdon, como ele luta com o seu propósito? O quanto ele aceita e o quanto ele rejeita? Quando as circunstâncias da sua vida o forçam a mover para seu propósito? É isso que estamos explorando e é isso que veremos.

TVG: Eu acho que é interessante que Langdon tenha estas duas figuras maternas com Mead, satanista, e a Constance, cristã. O quanto Langdon foi influenciado por estas duas mulheres bem diferentes?

CF: Acho que após o apocalipse ele foi influenciado por três mulheres: Constance, Mead e Cordelia. Então Langdon é bastante atraído a figuras maternas… Estereotipadamente, ele não tem um homem em sua vida para o guiar. Ele é o filho de Satã, então eles não se sentam e tomam chá. As mulheres em sua vida estão o moldando e guiando. E certamente veremos suas interações com Constance, e o que elas tem sido, mas o que sabemos de Mead, é que é uma satanista, e está tentando fazê-lo cumprir o seu destino. Então ele ama Mead muito, muito mesmo; ela também está o impulsionando ao caminho que o leva a ser que ele precisa ser. Então se existisse alguém que desse a Michael mais opções para escolher quem ele queria ser, que tipo de homem ele seria? Se Cordelia provesse mais conselhos ou fosse menos antagonista?

Pois aqui está um fato: as pessoas projetam o que se sentem em Michael nele próprio. Todos projetam nele. Todos. Os bruxos estão projetando em Michael que ele será o Alpha e os ajudará a superar as bruxas. As bruxas estão projetando em Michael que ele é mal e precisa ser derrubado. Mead está projetando em Michael que ele é o Anticristo e irá trazer o final dos tempos. Então quem é Langdon? Quem ele quer ser? Onde estão suas procedências? E a voz dele? Então existe algo que iremos explorar através do resto da temporada que você deveria pensar quando assistir novamente os primeiros episódios — como ele se move, como ele fala, como ele é com as pessoas realmente é influenciado por estas três mulheres: Constance, Cordelia e Mead. E todas estas três construíram o caráter de Langdon.

TVG: Na próxima semana acontece o episódio onde veremos Constance retornando para a Murder House. Existe algo que você pode nos adiantar sobre a dinâmica entre Constance e Michael enquanto ele estava crescendo?

CF: Hum, não. Posso falar que trabalhar com Jessica Lange tem sido uma das alegrias mais incríveis da minha vida. Todo dia nas filmagens havia um momento emotivo, no que diz respeito a apenas ver o trabalho dela, e ficar me beliscando e indagando sobre como eu cheguei ali, e por quanto tempo eu posso ficar ali. Mas o que posso adiantar é que Sarah [Paulson] tem um incrível olhar como diretora. E ela realmente sabe como trazer à tona performances de atores que talvez nem sabiam que havia aquilo dentro deles. Será muito emocionante. Será muito cativante. Descobriremos bastante sobre Michael Langdon e estou animado com isso. É o que posso falar.

TVG: Como tem sido interpretar Langdon nesses diferentes períodos da vida dele? Como você visualizou cada idade de Langdon de modo diferente das outras?

CF: Primeiro de tudo, o que é realmente importante pra mim, e sempre foi, é trabalhar bem de perto com os escritores para mapear a jornada de Langdon, em não mostrar algo muito cedo em um episódio, que veremos em outro e realmente marcar tanto seu crescimento físico quanto o crescimento emocional. Quando alguém está crescendo incrivelmente, sobrenaturalmente rápido, significa que emocionalmente também estão crescendo rápido? E o que tudo isso significa quando magia entra nesta equação?

Então ele está lutando em pontos diferente do tempo com diferentes partes dele mesmo. Enquanto onde nós vemos ele no mundo pós-apocalíptico, que é a completa versão do Anticristo, o Anticristo encarnado. Então voltar dali para descobrir sua trajetória, existem tantos estágios que ele precisa passar. E isso inclui marcar coisas dentro do episódio. Por exemplo, quando ele trás Misty de volta, vemos que ele ficou esgotado, o que é algo difícil para ele fazer, pois talvez ele estava com um pouco de medo dele mesmo. E quando Misty o vê, você pode perceber que ela nota que há algo a respeito dele e ela entende que ela vê algo nele, um momento como, “Você me disse que isso era um teste. Performei as Sete Maravilhas. As passei. A trouxe de volta. Me dê o que é meu de direito”.

Então até naquela cena, vemos uma mudança nele, ele vai do angélico, vulnerável, garoto necessitado, para “me dê o que eu quero”. Então há uma evolução. Então a próxima evolução, naquele mesmo episódio, mesmo que pequena, Stevie Nicks, a Bruxa Branca, está cantando e tudo mais, e Langdon está na sacada, na sua posição como Supremo e ele não está feliz, e não está mais tentando transparecer isso. Ele está mostrando quem é como pessoa e não tem medo de perceberem. Então marcar esses momentos em cada cena e cada roteiro, como ele se torna a pessoa que é no pós-apocalipse é muito importante, e também, fisicamente e vocalmente, veja como ele se move nos primeiros episódios, e como ele se move nos episódios 4, 5 e 6. E o [episódios] 6 é outra coisa completamente nova, pois ele está jovem novamente, então você percebe sua voz mais jovem, como a voz de um adolescente falha. No Abrigo, ele é muito sutil, controlado, sexual, sabe o que quer. Nada no mundo pós-apocalíptico é gratuito. Tudo é dirigido a específicos momentos físicos, é econômico. Enquanto quando ele era adolescente, é mais imprevisível.

TVG: Há um momento no Abrigo onde Langdon parece perder o controle durante uma interação com Mallory, onde ele aparenta ficar um pouco assustado. O que há em Mallory que é tão preocupante para Langdon?

CF: Eu não posso [falar tudo], mas posso dizer isso,é que quando aquela interação o assusta, vemos que obviamente Mallory tem uma grande quantidade de poder. E viemos a descobrir que ela é uma bruxa. Você viu a cerimônia onde Langdon se mutila e roga para Satã e fala que pensava que havia matado todas, mas uma está viva. Então dá para entedermos que, se você prestar atenção, que Langdon matou todas as bruxas ou pensa isso, e o que importa para ele são as bruxas. É isto o que está implícito naquela frase, percebe? Então isto é algo que será muito importante, aguarde.

American Horror Story: Apocalypse é exibido todas as quartas-feiras às 23h00 (horário de Brasília) no FX USA, e exibido no Brasil no dia seguinte, quinta-feira, por volta das 15h50, no FX Brasil. Para receber novidades diárias sobre American Horror Story, siga-nos também no FacebookTwitter Instagram.