Cody Fern, o Michael Langdon de ‘Apocalypse’, revela dicas sobre o futuro da temporada

Antes da estreia de Apocalypse, não havia personagem mais misterioso que Michael Langdon. A impura criança que nasceu de Vivien (Connie Britton) e Tate (Evan Peters) tem sido o Anticristo desde a conclusão de Murder House. Mas chegando em Apocalypse, Cody Fern não tinha ideia que este seria o papel que ele iria interpretar. Em entrevista ao Decider, o ator revela como todo este processo tem sido para ele.

Cody começou sua relação de trabalho com Ryan Murphy ao participar da avassaladora e vencedora de Emmy The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, onde interpretou uma versão fictícia do arquiteto David Madson, vítima do serial killer Andrew Cunanan. Após trabalhar na minissérie, Ryan o chamou para participar do universo de American Horror Story em setembro de 2017. Foi a concretização de um sonho antigo.

“Quando Ryan me contou, eu comecei a chorar”, disse ele.

Mas Ryan Murphy não falou ao novato sobre o personagem complicado que ele iria interpretar. De acordo com Cody, o visionário criador vendeu o personagem a ele ao descrever suas roupas — o que ele chama de “cabelo no estilo Dorian” e capas incríveis. Durante o processo de produção inicial, o personagem de Michael Langdon não era chamado por este nome. Era conhecido como “Elijah Cross”.

Dias antes de ser anunciado que a oitava temporada de American Horror Story seria um crossover entre Coven e Murder House, Cody descobriu quem ele realmente iria interpretar. “Quando eu comecei a perceber, eu fiquei tipo ‘Puta merda, estou interpretando Michael Langdon’. Bom, essa vai ser uma experiência e tanto”, disse ele. “E assim tem sido todo dia nos últimos quatro meses.”

Uma “experiência e tanto” descreve perfeitamente o que tem sido ver Langdon entrar neste mundo novo. Assim como as grandes lendas de AHS nas temporadas anteriores, Cody Fern sinuosamente domina toda cena em que participa, tornando conversas básicas em batalhas de força. Mesmo que não seja revelado até o episódio 4 que Michael pode usar mágica, dicas dos seus poderes sobrenaturais tem sido mostradas durante toda a temporada. De acordo com Cody, Apocalypse intencionalmente nunca mostra Langdon abrindo ou fechando uma porta. Mesmo quando seu personagem liberou Mr. Gallant (Evan Peters) de suas correntes no episódio 2, Michael jamais toca na maçaneta. Todo esse efeito tem ajudado a transformá-lo de um mero personagem a uma força sobrenatural.

Os primeiros três episódios de Apocalypse deram para a audiência um gosto do seu poder, mas “Could It Be… Satan?” nos mostra uma visão mais vulnerável, enervante e simpática para o personagem. Vendo o passado de Michael, vemos que ele foi adotado por duas casas, uma com uma mãe adoradora de Satã interpretada por Kathy Bates, e outra, uma escola para bruxos com BD Wong e Billy Porter.

“Episódio 4 é só uma pequena amostra sobre o quão manipulativo ele pode ser”, disse Cody. “Ele é como um garoto angelical, emotivo e vulnerável que faz as pessoas intervirem e ajudá-lo. E acho que isso é algo que ele usa como vantagem.”

Mesmo que já tenhamos visto atitudes manipuladoras, Cody revelou que estaremos descobrindo mais sobre o passado do anticristo conforme a série avança. O que significa que veremos mais dos bruxos em alguma altura. “Não posso falar muito, mas você sabe que no final do quarto episódio nós estamos vendo um garoto cujos poderes parecem serem superiores aos da atual Suprema,” disse ele. “Mas sim, você pode aguardar por bastante história do passado de Michael”.

O que deixa o passado dele mais complicado é a idade. Mesmo que no flashback do episódio 4, Michael tenha por volta dos 15 anos (fisicamente), ele está vivo por somente seis anos naquela altura do tempo. Isto significa que estamos vendo um personagem que está descobrindo suas emoções, poderes e destino como o Anticristo através de complicadas lentes de dois aspectos bem distintos da vida. “Ao mesmo tempo um emotivo com 15 anos, mas também um emotivo com 6 anos, ele está descobrindo que tem sentimentos fortes em relação às coisas,” disse Cody.

“O que é realmente importante sobre ele, é que ele é o Anticristo, sabe? Ele é esta versão de Cristo que veio de Satã,” disse ele. Do mesmo jeito que Cristo teve uma jornada de ascensão, Michael tem uma de descensão. “Há coisas que ele faz que são cruéis e más, ou o que quer que você queira falar. Mas ao mesmo tempo isto é algo que ele tem de nascença. Então existe um senso do que ele está controlando e do que ele não está controlando?”

Esta temporada também irá explorar as vulnerabilidades dele. “Ele não é imortal”, disse Cody. “Ele é a forma humana de Satã.”

Não importa o quanto Michael tenha ou não, isto está se modelando a ser uma incrível jornada. Quando perguntado se aconteceria alguma disputa entre Langdon e Cordelia (Sarah Paulson) sobre quem seria o(a) Supremo(a), Cody não entrou em muitos detalhes, mas prometeu que haverá disputa. “Eu posso certamente dizer que existirá bastante luta entre variados tipos de facções em algum ponto da trama”.

Mesmo tendo sido uma incrível nova temporada, Cody parece apreciar trabalhar com Ryan Murphy e colegas de elenco acima de tudo. Seus colegas não lhe deram conselhos diretos sobre como lidar com o mundo de American Horror Story, mas ele aprendeu com os seus exemplos. Ele aclamou Sarah Paulson como uma verdadeira líder na frente e por trás da câmeras. Suas várias cenas com a lendária Kathy Bates o ensinou sobre o quão importante é a especificação na atuação, e a atuação de Evan Peters o encorajou mergulhar sem medo nos seus papeis.

“Tem sido extraordinário. E posso trabalhar com todos eles, o que é um sonho virando realidade”, disse.

American Horror Story: Apocalypse é exibido todas as quartas-feiras às 23h00 (horário de Brasília) no FX USA, e será exibido no Brasil no dia seguinte, quinta-feira, às 15h20, no FX Brasil. Para receber novidades diárias sobre American Horror Story, siga-nos também no FacebookTwitter Instagram.