Episódio 3.01 – “Bitchcraft” – Review

O primeiro episódio da terceira temporada do American Horror Story, cumpriu a sua expectativa não só na audiência, mas também na sua maneira artística, pois quebra o estereótipo da bruxa como velha e continua a tradição no modo de apresentar o suspense e o terror nesse viés atual, um roteiro com uma história embasada, mesmo se tratando de bruxas, e de certa forma uma crítica a favor das minorias, como os negros, albinos e pessoas especiais.

O passado e o presente andam juntos novamente neste seriado, pois é sobre as bruxas que a série vai abordar. O episódio começa em 1843, com a Madame Lalaurie (Kathy Bates), uma mulher da alta nobreza e que torturava os negros. A história dessa mulher vai se cruzar com as bruxas.

Após esse trecho, já no dias atuais (2013), a Zoe Benson, personagem da Taissa Farmiga, é uma menina comum que descobre, na adolescência, que é uma bruxa e é realocada para uma escola de bruxas, tendo como diretora da instituição à Cordelia Foxx, interpretada pela Sarah Paulson, que até então não se sabe realmente os poderes dela. Ela é filha da bruxa suprema, que é a Fiona Goode (Jessica Lange), pois é uma bruxa suprema que exerce vários dons e é a mais poderosa, é claro! Ao contrário da Zoe, com um poder ainda não tão conhecido pelo telespectador, da Emma Roberts (Madison Montgomery), que é uma estrela de cinema e pode movimentar objetos , da Quennie (Gauborey Sidibe), que é uma espécie de boneca vodu e finalmente a Nam (Jamie Brewer) que é sensitiva, e essas quatro garotas são “alunas-bruxas” dessa instituição.

Temos os personagens:  Kyle Spencer (Evan Peters), que é um universitário que faz parte de uma fraternidade chamada K.L.G.  e que tem uma paixão pela Zoe, e a Misty Day, interpretada pela Lily Rabe, que é uma bruxa, nos tempos atuais, que acaba sendo incinerada. Ela tem o poder da ressurreição.

O seriado é cheio de suspense e drama, além de uma pitada de saudade. A belíssima atuação da Jessica Lange é de deixar o público entusiasmado, assim como os outros atores. A tradição e o formato é o que impera neste seriado: a fotografia, a posição dos autores, o romance, a trilha sonora e a arte. A estética do sofrimento é bastante visível nessa temporada, como algo do terror mágico.

O terror e/ou medo, deve vir ao decorrer do seriado, já que o primeiro episódio é para consolidar o enredo. E como todos os outros episódios, o final é um gosto de quero mais, de uma insatisfação tamanha, pois um episódio nunca é o bastante! Mas toda à espera vale a pena, devido ao histórico do seriado.

Escrito por: Mauricio Castro Sá

  • Mah

    *toda A espera vale a pena
    mas ótimo review

  • Thailine Gomes

    ñ to nem acreditando q vou perder chorando mto aqui! rs 🙁

  • Michele

    sou uma fã da série, mas esta 3a. temporada tá muito infantilóide: meninas adolescentes numa escolinha de bruxas (lembra até harry potter!) e só se preocupam com os gatinhos da universidade, e ainda tem aquelas musiquinhas pop estilo justin bieber…. puxa, o segundo tinha possessão, experimento médico, sadismo, estupro, serial killer, mutilações, enfim, deixa esta 3a. temporada no chinelo! A temporada atual tá mais para Charmed ou buffy caça vampiros, de temática bem adolescente.