Evan Peters fala sobre seu personagem em AHS: Hotel em nova entrevista

Em nova entrevista ao portal Collider, Evan Peters falou sobre Mr. March, o seu personagem em AHS: Hotel dentre outros assuntos, confira a matéria traduzida:

A quinta temporada de American Horror Story, intitulada Hotel, segue a história de um detetive e homem de família chamado John Lowe (Wes Bentley), enquanto ele investiga um série de terríveis assassinatos em Los Angeles que o leva ao enigmático Hotel Cortez, onde ele descobre bem mais do que ele poderia imaginar entre suas paredes. No centro de tudo está Sr. March (Evan Peters), o sádico dono que construiu o prédio em 1925 para esconder corpos que foram torturados e assassinados por trás de paredes.

Durante esta entrevista exclusiva via ligação para o Collider, o ator Evan Peters falou sobre o que seu personagem aparenta para ele, seu grande trabalho em desenvolver Sr. March, o que tornou esse rapaz a ser assim, se ele tem um plano maior, a experiência em gravar o jantar em Devil’s Night, quando saberemos mais sobre as conexões entre Sr. March e a Condessa, e como tem sido atuar com Lady Gaga. Ele também falou sobre ser parte do grupo X-Men, e o quanto se diverte gravando estes filmes.

Collider: O que Ryan Murphy lhe disse inicialmente sobre esta temporada e o seu personagem, quando ele falou primeiro sobre AHS: Hotel? E foi mesmo como ele falou?

EVAN PETERS: Ele me disse que queria que interpressa Mr. March, e que ele é dos anos 30, um vilão, bem malvado e terrível, e também meio engraçado. Eu fiquei realmente animado com aquilo. E então, eu li o roteiro e estava escrito magnificamente e muito engraçado. Só a linguagem que Mr. March usa já é engraçada e boa de fazer brincadeiras. É realmente divertido. E em relação a temporada, eu fiquei abismado, quando li, pelo o quão escuro, sangrento e sexy ela está. Realmente pareceu ser assustador para mim, e então ao assistir, tudo se juntou. E visualmente, os cenários são incríveis. São lindos. Tem sido maravilhoso trabalhar neles. Todo mundo tem feito um fantástico trabalho de dar vida aos roteiros, e tornar tudo mais obscuro e assustador do que as temporadas anteriores. Estou muito orgulhoso desta temporada. É uma das minhas favoritas, senão a minha favorita.

Parece que mesmo assim esse é um dos personagens mais diferentes que você já interpretou, da aparência ao jeito de agir. Quanto trabalho você teve para descobrir como esse rapaz seria? Aconteceu naturalmente, ou foi assim que ele lhe foi apresentado?

EVAN: Ryan só me disse, “Seria legal se você tivesse um sotaque.” Nós estávamos falando sobre como March iria falar e ele me disse, “Olhe William Powell pois ele tem um ótimo sotaque dos anos 30.” Então eu comecei a assistir vários filmes com ele e adorei o jeito que ele falava, como ele se movia e era muito engraçado. William Powell é um ator muito divertido que tem visuais bem loucos. Eu assisti It Happened One Night e olhei fotos na internet e gostei muito do bigode, cabelo e as roupas de Clark Gable. Eu gostei muito do visual. Foi dito no roteiro que Mr. March se vestia muito bem. E em relação ao jeito de se mexer e trejeitos, vem apenas de mim assistindo Bogie smoking in The Maltese Falcon. E então, você olha para William Powell em My Man Godfrey e ele é um mordomo bem elegante. Um cavalheiro bem refinado. Eu gostei de brincar com isso, com uma boa postura e um estilo, um topete, e um jeito de andar pela sala. Eu gosto de imaginar, se eu estive nos 30 e fosse um assassino rico e psicopata, eu estaria andando por aí livremente e me divertindo bastante. E daí que os seus movimentos vem.

Atores falam sobre trazer um pouco deles para os papeis que interpretam, mas quando você interpreta um personagem que é realmente terrível, você quer ter certeza de que está fazendo isso e não permite trazer parte de você para alguém assim?

EVAN: Sim, você tem que se separar de seu personagem. É difícil, é um personagem obscuro e um seriado obscuro é estressante, para que isso entre na sua rotina. Você tem que dar o seu melhor para separar isso. É tudo o que você pode fazer.

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Eu imagino que, antes de trabalhar com Ryan Murphy, você jamais se imaginaria numa cena onde você corta a própria garganta.

EVAN: É, aquilo foi bem intenso. Mas ao mesmo tempo, bem engraçado de fazer.

Existe alguma sensação diferente de gravar uma cena assim e depois outra sensação ao ver o produto final?

EVAN: Eu ainda não assisti. Não vi nenhuma de minhas cenas. Só vi cenas de outros episódios. Eu pulo as minhas partes. Ainda não estou pronto para assistir.

Você normalmente não gosta de assistir as suas cenas ou é este personagem em particular que você tem evitado assistir?

EVAN: Eu acho que é os dois. Tem muitos elementos externos e coisas malucas acontecendo com esse personagem, então não sei se estou pronto para assistir.

Como você descreveria Mr. March?

EVAN: Ele obviamente teve tendências sociopatas, mas o pai dele é realmente quem o tornou assim. Tenho certeza que ele torturava animais quando criança, e já tinha as características de sociopata em si, mas realmente, foi o seu pai, o empurrando religião goela a baixo, e então fazendo justamente o oposto, o transformou completamente e o fez essa pessoa. Esta é a maneira que eu justifico. E também, ele realmente gosta de tudo aquilo. Ele adora matar. É a sua paixão. É o seu propósito de vida. Ele achou o seu propósito. Ele obviamente não tem os códigos morais que uma pessoa conciente tem, então ele ama.

Mr. March obviamente gosta de estar em controle, e ele arquiteta grande parte do que acontece dentro do Hotel Cortes, ainda que não necessariamente o vemos fazendo. Ele tem algum plano maior, ou é simplesmente divertido para ele?

EVAN: Eu acho que ele tem. Ele é um homem com um propósito. Algumas coisas o impediram que atingir o seu objetivo, então ele está em uma situação aonde não pode fazer nada. Mas no momento em que ele descobre como prosseguir, ele realmente se esforça e da continuação a tudo aquilo. Ele é movido por este propósito. Em meu ponto de vista, eu acho que isso é realmente a razão de tudo. E para ele é divertido. Quando você acha o seu propósito de vida, você tem que ir atrás. E na maioria das vezes, o propósito das pessoas é algo que elas amem.

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Como foi para você descobrir que ele é realmente o mestre de todos aqueles outros serial killers e que ele os ensinou como serem melhores ao matar? E como foi para você filmar o sarau de ‘Devil’s Night’ e ver todos aqueles atores interpretando os serial killers da vida real?

EVAN: Foi surreal. Foi bem estranho, e foi muito divertido. Nós brincamos bastante e nos divertimos muito. Nós nos olhávamos e falávamos, “Isto é a coisa mais ridícula que já fiz!” Todos estavam com olhares penetrantes e falando insanas e fazendo piadas sobre matar. Foi simplesmente maluco e surreal, ver todos eles tomarem vida. O elemento assustador, para mim, é que eles eram pessoas que realmente existiram e que fizeram todas aquelas coisas horríveis. E então, o elemento divertido, foi ter gravado com esses atores incríveis se divertindo na pele dessas pessoas horríveis. Foi uma cena engraçada. Tiveram muitas piadas engraçadas nela. E foi longa também, foi uma cena de seis páginas, ou algo assim. Foi como uma peça. Nós memorizamos e ensaiamos tudo como se fosse uma peça, e então nós filmamos milhões de vezes aquele dia. Nós filmamos por 16 horas. Foi um dia infernal. E acho que nós nem terminamos naquele dia. Acho que voltamos e terminamos outro dia. Mas foi muito divertido. Eu fiquei orgulhoso daquela cena. Eu acho que foi algo muito divertido de fazer. Eu gosto da idéia de ensaiar como uma peça, e depois filmar dessa maneira. Isto é algo que você não faz com muita frequência na televisão, então fiquei feliz de fazer parte daquilo. O nosso diretor naquela cena, Loni Peristere é incrível e todos os câmeras são incrivelmente talentosos. Foi maravilhoso como eles fizeram tudo.

Nós vimos alguns pedaços da conexão entre Mr. March e a Condessa (Lady Gaga), parece que veremos mais deles juntos. Será que veremos a história da relação deles dois e qual tipo de conexão eles têm?

EVAN: Com certeza! No episódio 7, você terá muitas perguntas respondidas. É um episódio muito divertido que revela bastante sobre a relação deles e porque que é da maneira que é. É um grande episódio para Gaga. Estou ansioso para este. Acho que vai ser um ótimo episódio para assistir.

Como tem sido trabalhar com Lady Gaga e dividir cenas com ela, especialmente sabendo o quão nervosa ela estava para estrear na série?

EVAN: Nervosismo é sinal de que você se importa. O que é realmente incrível é que ela realmente mostrou o quão boa ele realmente é como atriz o quão dedicada ela é. Ela faz milhões de perguntas, todo dia, sobre o seu personagem e apresenta várias idéias diferentes. É inspirador assistir. Me faz pensar mais sobre o meu personagem, também, e sobre a relação entre os nossos personagens. Tem sido maravilhoso vê-la desabrochar como uma atriz. No começo ela estava bem nervosa, mas ela tem definitivamente ganho mais confiança e tem crescido bastante. Eu amei trabalhar com ela. Eu acho que ela é incrivelmente talentosa e sempre traz algo novo a cada cena. Ela traz o melhor de si. Ela te afeta. Ela afeta os outros atores. Ela quer algo de você e fica frustrada se não consegue. É ótimo trabalhar com ela. É divertido trabalhar com ela. E acima de tudo, ela é uma querida. Ela não é uma diva, ela não é maluca. Ela é apenas uma pessoa incrível que tem os pés no chão e que se importa com arte e criatividade. É realmente maravilhoso poder trabalhar com ela. Sou grato por isso.

[…] Perguntas sobre X-Men, confira as perguntas no artigo original clicando AQUI.

Tradução por Aloisio Kreischer e Gabriel Fernandes.

American Horror Story: Hotel vai ao ar todas as quartas, às 22h no FX americano e todas as quintas, às 0h no FX Brasil.

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