REVIEW: A ruptura narrativa de ‘Chapter 6’ e o início da segunda metade de ‘Roanoke’

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O programa “Meu pesadelo em Roanoke” termina após a exibição de seu quinto episódio. O sucesso resulta na elaboração de um novo projeto, “Retorno a Roanoke”, um reality show envolvendo os principais atores das reconstituições e os protagonistas do caso real retratado. Sabe quando uma sensação do entretenimento é espremida pelos responsáveis até as sequências ou novas temporadas gerarem novas moedas que ocupem vários dígitos? É com a criação de outro seriado dentro de seriado que começa a segunda metade de “Roanoke”.

Pela primeira vez em seis anos, “American Horror Story” teve uma divulgação sem revelar tema e se iniciou com uma narrativa estilizada para se distanciar do drama televisivo tradicional. Os cinco capítulos iniciais da trama funcionaram como uma imitação de documentário. No sexto, há uma outra ruptura no formato, possibilitando uma filmagem que se aproxima do no estilo found footage (filmes encontrados depois do registro em gravações tremidas pela falta do suporte do equipamento em tripés e cenas captadas por câmeras escondidas), em alguns momentos, e de atrações televisivas como Big Brother, em outros. Temos até o uso de confessionário e filmagens em locais inconvenientes.

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O conceito é interessante. Ele brinca com os verdadeiros horrores do exibicionismo e fim voluntário da privacidade produzido por esse tipo de sucesso de TV (Sim, estou sendo sarcástica e falando sério ao mesmo tempo). Há também a possibilidade de comentário social sobre a espetacularização da violência. A estadia dos Miller em Roanoke foi marcada por mortes como a de Cricket (Leslie Jordan) e Mason (Charles Malik Whitfield). Ainda assim, a experiência é explorada duas vezes pelo bem do lucro e da audiência. Essa intenção duvidosa é incorporada pelo produtor dos programas, Sidney (Cheyenne Jackson). Como não tem escrúpulos pela vida humana, ele está disposto a produzir um sucesso mesmo que tiver que ignorar uns cadáveres de sua equipe.

META

O “Retorno a Roanoke” permite o uso de metaficção ao mostrar propositalmente o funcionamento de uma produção televisiva e fazer citações a revista que normalmente abordam a programação da TV, incluindo “American Horror Story”, à apelação do próprio seriado para violência e como isso agrada seu telespectador sedento por sangue, e ao merchandising. A personagem de Kathy Bates possui até um boneco Funko Pop de sua Açougueira no estilo dos que são vendidos todo ano com a aparência dos protagonistas de AHS. Há ainda referências irônicas ao processo de interpretação (com parte do elenco defendendo demais o caráter de sua personagem e os outros atores defendendo de menos os seus).

O episódio causa a estranheza típica de um rompimento com um estilo que ficamos acostumados, mas não teria grandes problemas se não fosse a sua divulgação falha. Andávamos no escuro quando vimos “Chapter 1” (Capítulo 1), porque a campanha da temporada até então era cheia de segredos. Com “Chapter 6” (Capítulo 6), aconteceu algo diferente. Houve o maldito hype

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Em entrevistas, o co-produtor Ryan Murphy a veículos de entretenimento prometeu uma reviravolta surpreendente ao espectador. Como sempre, ele foi superlativo ao descrever o que poderia acontecer. Só que não houve uma surpresa proporcional à expectativa criada. Aliás, quando avisamos que haverá uma mudança que deveria ser surpresa essa diferença não causa espanto. Além disso, com os Miller escapando do casarão, boa parte dos fãs já supunha que atores e envolvidos reais regressasse ao local dos acontecimentos. A campanha antes da estréia de “Roanoke” funcionou bem por falar de menos. Ao contrário, a divulgação do sexto episódio esvaziou parte dos efeitos que ele poderia produzir.

Devíamos estar vacinados. Ryan é reincidente em reviravoltas previsíveis e várias vezes culpado em querer divulgar algo como maior do que era. A explicação para a motivação do Rubber Man foi forçada. A revelação sobre quem era a Suprema foi óbvia. Murphy prometeu que Twisty seria o pior vilão e o palhaço durou poucos episódios, após ter sua aura macabra foi demolida por uma história de origem redentora. Ele disse algo parecido sobre o Demônio do Vício e o monstro foi subutilizado. O co-criador de AHS também criou hype em cima do assassino dos 10 mandamentos e três em cada quatro dos fãs adivinharam quem ele era (ainda que sua construção tenha sido bem-feita, a revelação não foi bem-aceita). Sim, Ryan, guardamos rancor das vezes que fomos feitos de trouxas e temos uma listinha pronta para enumerá-las, intimidade é isso. Até agora a morte de Violet e a identidade do Bloody Face foram as reviravoltas mais eficientes e surpreendentes e, infelizmente, a de “Roanoke” não se une a elas.

EXECUÇÃO

A questão não anula os aspectos positivos, é claro, mas compromete a apreciação da parte informada da fandom. Contudo, a execução da ideia de trocar documentário por reality show é decente. Tivemos cinco episódios para desenvolver uma mitologia e tornar o público acostumado com parte dos rostos e nomes. Já estamos familiarizados com as versões reais de Shelby (Lily Rabe), Matt (André Holland) e Lee (Adina Porter).

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Agora somos introduzidos aos atores que os interpretavam. Shelby era vivida pela atriz inglesa Audrey Tindall (Sarah Paulson). Ela funciona como um alívio cômico com personalidade expansiva, sotaque combinado com expressões britânicas vistas como típicas pela audiência americana, e autoconsciente ao ponto da neurose em relação à visão de outros sobre seu envolvimento com um homem mais jovem, Rory Monahan (Evan Peters). Lee das encenações é a atriz Monet Tumusiime (Angela Bassett, responsável também pela direção do episódio, com boa estreia atrás das câmeras de AHS), que aparentemente desenvolveu alcoolismo com o papel encarnado durante o documentário. E o Matt fictício é Dominic Banks (Cuba Gooding Jr.), ator capaz de entrar o suficiente no personagem a ponto de ter um caso com a Shelby real. Todos topam participar do programa para aproveitar a popularidade de seus papéis, o que inclui a presença de Rory na bagagem de Audrey.

Há tensão entre os intérpretes e os personagens reais. Audrey acha que Shelby é idiota e a interpretou propositalmente como patética. Shelby demonstra inveja do relacionamento novo de Audrey que acontece paralelamente ao fim de seu casamento. Matt e Dominic se odeiam por motivos óbvios de rivalidade amorosa. Monet acredita que Lee é culpada pela morte do ex-marido e não se esforça para disfarçar a condenação. Reality shows são conhecidos por apelar para esse tipo de conflito, ou seja, temos um ingrediente para ataques verbais ou até físicos do jeito que o consumidor médio de TV ama. Isso combina também com o roteiro típico de “American Horror Story”, conhecido pelas frases fortes de alfinetadas de uma pessoa na outra que o fã típico da série ama.

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As alusões ao retrato irreal das personagens abre possibilidade para vermos Matt, Shelby e Lee como mais humanos do que na época do documentário. Eles vão agir de forma crua, não ensaiada e sem o filtro da visão de um elenco sobre quem eles eram. Há espaço para André, Lily e Adina brilharem mais do que durante entrevistas com enquadramento enfocado acima de seu tronco. A verdade é que eles parecem mais pessoas de carne e osso com emoções fortes, enquanto os atores que os interpretavam e que zombam deles parecem quase caricatos ainda.

Porém, há algo incômodo quando se pensa nos personagens. O segundo maior problema do episódio é que continuamos a ter que ignorar outra vez o quanto é implausível a permanência dos três naquela casa. Os atores vão até lá por interesse e por não acreditarem no aspecto sobrenatural da história, mas por que diabos os Miller voltariam para lá depois de viver um inferno naquela floresta e naquele casarão? A única resposta coerente é que (repito o que já disse em outras reviews) estamos diante de narradores pouco confiáveis, talvez menos confiáveis do que um certo produtor de seriados do mundo real em suas entrevistas.

MORTES

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Outro ponto que foi decepcionante é o novo personagem de Evan Peters. Em um episódio podemos nos apaixonar por Edward Mott. O ator conseguiu transmitir a complexidade do primeiro proprietário da casa. Ele era louco, histérico, mas também tinha seus tormentos e suas sensibilidades. Rory é apenas bobo em um grau ridículo – e Murphy havia comentado que o personagem foi a coisa favorita para ele que Peters já fez, o que é uma ofensa a March, Kit, Tate e ao próprio Edward. Vejam o hype atacando outra vez. Por isso, não deu para sentir tanto quando Rory foi morto pelas fantasmas reais das irmãs enfermeiras. A palavra “Murder” (Assassinato) pichada na parede, antes incompleta, ganhou seu “R” e isso tornou a morte do personagem um pouco mais interessante. Aliás, olá, Evan, tchau Evan!

Se na primeira metade da temporada tínhamos certeza da sobrevivência dos protagonistas, já que eles estavam ilesos o suficiente para dar entrevistas, ninguém mais é um spoiler ambulante sobre o próprio desfecho. A situação foi invertida com a utilização de um letreiro que avisa que todos os envolvidos morreram, com a exceção de um. Temos um novo mistério no estilo “Quem é a Suprema?” da terceira temporada. No caso atual não existe disputa de poder, há uma curiosidade em descobrir quem sobreviverá, o que remete às eliminações de reality shows e à tradição dos filmes de terror slasher em contar com uma “final girl”, uma única personagem a não ser morta.

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Os sustos continuam a afetar o telespectador. Exemplo disso, é como Piggy Man ainda é um monstro bem utilizado e Kathy Bates ainda é deliciosamente ameaçadora. Monet ão foi a única afetada pelas gravações. A intérprete da Açougueira que se chama Agnes enlouqueceu ao ponto de acreditar ser a personagem (ou esta possuída, o que não seria de se espantar em AHS). Ela é banida da produção por Sidney, depois de ele explorar sua imagem pela última vez ao exibir como a produção do documentário afetou seu estado mental. Isso não a impede de invadir o local de gravações, desequilibrada como bem gostamos.

VEREDITO

De forma geral, o episódio foi o mais fraco em uma temporada que teve cinco capítulos sólidos nas semanas anteriores. A decepção com a suposta plot twist é um dos motivos. A quebra no ritmo ascendente da trama e a substituição do tom sóbrio pelo cômico são as outras razões.

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Passadas as frustrações, “Roanoke” continua com potencial para perturbar e servir uma boa história. Agora ninguém está a salvo, podemos conhecer as verdades sobre o que os Miller contaram, há conflitos entre os participantes do programa, e as ameaças ganharam os acréscimos de uma atriz ensandecida e a ambição cega de um produtor. Com a possibilidade de qualquer um morrer e o mistério de quem viverá, temos uma promessa de intensificação do ar de suspense. Que ela se cumpra melhor do que os hypes de Ryan Murphy.

  • Richardrfg

    Esse episódio foi só decepção, um plot twist que muita gente já tinha imagino e mesmo assim sendo executado de uma maneira ruim e óbvia. Atores sendo desperdiçados com papeis ruins e pequenos. Evan Peters como um dos maiores astros do elenco aparece em 2 episódios e morre nos dois. Lady Gaga sumiu. Todo esse hype pra cima desse episódio 6 como se fosse algo jamais visto na televisão e foi apenas isso. Essa temporada tinha tudo para ser a melhor e esse episódio veio e derrapou tudo. FRACO!

  • Maryelen Bezerra Araújo

    Eu adoro suas análises, o jeito que você escreve, sem papas na lingua e de modo realista, pra mim é incrível. Enfim, eu tbm esperava mais desse episodio, como vc mesma disse teve tanto hype em cima dele e no final foi a coisa mais obvia do mundo, acho que a maioria ja tinha sacado que a série seguiria por esse caminho então não foi nada que explodiu a mente dos fãs, como disseram que iria acontecer. A história continua boa pra mim, mas confesso que My Roanoak Nightmare tava mt mais interessante que essa segunda parte, o que foi esse personagem do Eva?? Putzz… Saudades do Ed Mott…. uma pena achei que essa temporada seria inteiramente boa, achei que teriamos uma nova Asylum…

    • Rafaela Tavares

      Apesar dessa questão do hype (se não houvesse hype, acho que todo mundo estaria igualmente satisfeito), ainda tenho fé que teremos bons episódios futuramente. Vamos torcer, né? Até porque a temporada será mais curta, então há menos chances de excessos (e encheção de linguiça). Potencial ela tem. Quem sabe não temos ainda algo próximo de Asylum (não igual, porque se me lembro bem, amei todos os aspectos daquela temporada)?

    • Helder Lucas

      saudades eternas de Asylum
      U.U

  • Vinicius Antunes

    Eu amo seus reviews, mas dessa vez eu discordo. Pra mim, 6×06 foi o melhor episódio de Roanoke e quiça, da história de American Horror Story. Eu já senti desconforto com AHS inúmeras vezes, mas nesse episódio eu senti pavor de verdade. Eu dei um grito com a morte no carro!! Tive que pausar o episódio pra respirar… Achei o plot twist bem legal. O problema é que os fãs ficam tentando descobrir e estragam a surpresa, ao invés de apreciar a série.
    Enfim, eu achava que nenhuma temporada superaria Asylum, mas Roanoke está se tornando a obra prima de Ryan Murphy. Mega ansioso pelo próximo episódio. Espero que a temporada mantenha o ritmo e a qualidade até o fim…

    • dave120

      a maioria dos fãs atuais de ahs vieram devido as temporadas, 3, 4 e 5. se acostumaram com aquele troço monótomo da história só focar nos atores e não no que realmente interessa, infelizmente. Ryan Murphy felizmente relembrou nessa temporada que ahs definitivamente não foi feita para os fãs de glee, e sim do horror. tá de parabéns.

      • Rafaela Tavares

        Não me levem à mal, eu não achei o episódio ruim e nem o formato. E amo o horror (mais do que o humor que em alguns momentos da série se sobressai ao horror). Gostei do episódio, gostei do formato. Assim como vocês, admiro o Ryan pela sua capacidade de ousar como produtor e por ter modificado o formato da temporada duas vezes. Ele reinventou a série duas vezes. Isso é ótimo, é um alívio. Antologia é para ter mudanças mesmo. Mas em entrevistas ele mais do que devia e exagera. Talvez seja uma opinião minha e de outros fãs. É legal ler entrevistas porque você descobre coisas sobre os bastidores, encontra explicação para algo que não entendeu tão bem ao assistir pela primeira vez, mas é ruim de repente tropeçar em um spoiler enorme ou em hype. E nem falo por mim (faço parte da equipe de um site, spoilers são quase inevitáveis), falo pela maior parte dos fãs. Mas é uma questão de opinião e fico contente em saber que mesmo que as nossas opiniões sejam diferentes em alguns aspectos, muita gente está gostando de Roanoke.

  • Márcio Paulo

    Esse é o melhor da temporada, senão da história da série. Como eu não fico consumindo AHS o tempo todo na internet, fui surpreendido. A culpa não é do Ryan. A culpa pela quebra de expectativa é sua, com todo respeito. Eu que não sabia de quase nada até então, fui pego de sobreassalto e amei. E a julgar pelas críticas e de ser uma das notas mais altas da história da série, n to sozinho nessa.

    • Rafaela Tavares

      Márcio, quando se é parte da equipe de um site sobre uma série você tem responsabilidades com os leitores deste site e com seus colegas. No meu caso, isso inclui a tradução de notícias internacionais e de entrevistas do elenco, produtores e outros envolvidos. Não é que eu goste de consumir essas informações, mas acabo tendo contato com elas. Porém, além de mim, parte dos fãs fazem isso e fazem por prazer. Quando a equipe dá entrevistas, ela dá para ser lida. Quando os sites publicam, eles fazem o mesmo. Então criar expectativas falsas de algo com esses fãs não é tão legal, mas isso é uma opinião minha.

      • Rafaela Tavares

        Reviews são todas sobre opinião, é uma coisa subjetiva. Se fosse para ter uma visão universal e única, bastava uma review no mundo, não é? Às vezes você vai ler um texto e concordar comigo. Talvez coincidentemente ou não, a opinião expressa nele vai combinar com a da crítica. Nem sempre acontece isso e eu peço que você não se incomode por isso. É parte do entretenimento que pessoas tenham impressões diferentes. Mas assim como você, eu gostei do episódio. (Só não o considero um dos melhores da série ou o melhor da temporada, mas gosto é gosto). Como eu disse na review, não é a acho que a temporada foi comprometida em aspectos técnicos ou tanto no teor (ainda que o apelo maior de comicidade e alguns dos “novos” personagens não me agradem tanto. Novamente, algo subjetivo). Roanoke até agora para mim supera as três anteriores e não digo nem que o episódio em si foi ruim, porque não achei. Mas a mania de hype do Ryan é algo comentado (e criticado em brincadeira ou não) por grande parte da fandom. A crítica profissional dos sites de entretenimentos e jornais (aquela que contribui para notas no Rotten Tomatoes) escreve para um público amplo. Nem sempre minha opinião bate com a maioria deles (eu gostei, por exemplo, da premiere de Hotel, enquanto o mesmo episódio foi massacrado pela crítica). Mas eu escrevo para um público mais segmentado que é a fandom de AHS, que em parte. Por isso tomo liberdades às vezes em ser mais pessoal, mais específica e falar mais a linguagem deles.

  • Douglas Ibanez

    Concordo que o pior inimigo de AHS é o próprio Ryan Murphy, que deixa, às vezes, seu fanatismo por suas próprias criações e atores tomar proporções exageradas. Mas, apesar de eu meio que esperar que fosse isso que aconteceria nesse plot twist, achei a ideia genial. Não achei o episódio decepcionante, longe disso! Gostei bastante e achei uma bela crítica à indústria de Hollywood e suas criações. Hoje eu vejo as promos e percebo que todas são verdadeiras… pois falavam de filmes e de como a máquina do mundo fonográfico funciona. Os personagens “atores” são caricatos? Sim, eu também achei! Mas… quantos atores não conhecemos por viverem uma vida de pote de margarina e por trás são completamente diferentes? O quanto a fama não muda aqueles que estão nela? Tem história mais americana do que falar de como funciona Hollywood e sua fábrica de egos, realidades inventadas e espectadores alienados?

    Concordo que as motivações dos verdadeiros Shelby, Matt e Lee me parecem muito superficiais. Eu não voltaria para aquele lugar nem a pau! Mas… até que ponto eles diziam a verdade naquele documentário? O que poderia ter sido contado de diferente do que realmente é? Acho que isso pode ser muito bem usado mais para a frente. Quanto ao Evan… eu gostei do seu novo personagem, apesar de gostar mais do Mott. Pena que já se foi. 🙁 Eu gosto dessa coisa insuportável dele! De todos eles, na realidade. O personagem de Sarah Paulson me dá vontade de jogá-la para a Butcher com gosto kkkk e isso que é legal. Não temos mocinhas e mocinhos… nem Shelby é mocinha, já que traiu o marido com o “sósia” dele. Todos têm atitudes duvidosas e isso torna o show muito mais interessante.

    Claro que sempre tenho um pé atrás com AHS, já que Ryan Murphy adora cagar em certo ponto da série… mas eu confio que veremos coisas muito boas daqui para a frente. Gosto da mudança narrativa, gosto do tema e gosto da crítica embutida. Agora é esperar o próximo episódio. Veremos o que vai vir pela frente. Lembrando que Evan pode reparecer como fantasma ainda e eu quero MUITO ver a verdadeira BUTCHER e a bruxa que a Gaga interpretou. Veremos. <3

    • Rafaela Tavares

      Shelby, Matt e Lee são muito suspeitos. Não me surpreenderia se um deles ou todos fizeram algum pacto da Butcher ou com a bruxa interpretada pela Gaga. E falando nas versões reais dos fantasmas/entidades, você percebeu como eles são mais sujos e até perturbadores do que os do documentário? Estou ansiosa para ver os outros – e especialmente com medo de ver a fantasma estilo filme de terror asiático que com certeza será mais aterrorizante ainda.

      • Douglas Ibanez

        Também os acho muito suspeitos e faria muuuuito sentido se eles tivessem um pacto com a Butcher, assim como a Mamma Polk. Seria interessante também se os Polk nunca existiram, na verdade, e o pacto ali fosse com os três. Eu achei os fantasmas muito mais incríveis e medonhos na versão “de verdade”. Tanto as enfermeiras quanto o Pigman, que parece ter um corpo e rosto mais deformados. Nossa… o fantasma estilo filme asiático!! Aliás… esse é outro ponto que eu gostaria de saber mais sobre. Achei estranho ele aparecer somente no último momento deles ali dentro… me parece ter mais história ali. QUero muito ver os outros! *—-* Me pergunto o papel da Gaga agora também, sem estar mais atuando como a bruxa.

        • Karine

          Ela provavelmente n vai mais aparecer… A participação nessa temporada foi reduzida por causa do lançamento do álbum dela.

    • Rafaela Tavares

      E acho que você foi certeiro ao falar sobre a crítica à produção de Hollywood e televisiva como um todo (e como os atores serem caricatos é uma parte disso).

    • dave120

      duvido nada se a Scáthach real for a taissa farmiga kkkk

    • Karine

      Tomara q vc esteja certo sobre as possíveis reviravoltas, mas se tratando do Ryan, acho bem difícil… Infelizmente…

  • Rafaela Tavares

    E obrigada a todos pelos comentários. É bem interessante essa troca de ideias, impressões e opiniões, sejam divergentes ou não.

  • Davi Godoy

    Eu gostei do episódio! Não foi um super episódio, por talvez precisar ascender novamente na narrativa. São duas mini temporadas em uma, com uma clara conexão entre as duas. Acho que desta vez o Ryan acertou em cheio, gostei e espero algumas respostas nos próximos episódios.

    Entretanto, há falhas gravíssimas no roteiro. O elenco diz que gravou por oito semanas e não viram absolutamente nada na casa durante este período. Shelby e Matt chegaram antes da Lua de Sangue e as mortes de duas pessoas da equipe de produção ( Alisson e o que morreu no pela serra elétrica) ocorreram antes da Lua de Sangue também, como que o elenco ficou por oito semanas no local e não foram visitados pelos Polk ou por um dos fantasmas, que aparecem sempre e somem ao se dizer Croatoan, conforme explicação do Cunningan?

    Outro problema sem resposta é a perna de Shelby, que teve sério machucado praticado pela Butcher. Ela não ficou com nenhuma sequela desta ferida? Pra mim ela teria ficado manca de uma perna, coisa que não aconteceu.

    Aguardando o próximo capítulo!

  • liss2amore .

    Acho que só eu achei a Audrey Tindall insuportável, não vejo a hora de vê-la morrer. Os atores em geral me parecem pessoas muito chatas e insensíveis (a não ser pelo que fazia o Matt), mas eu gosto dos personagens reais.

    • Fernanda Samir

      Parece que eles fizeram os personagens serem chatos, pra criticar Hollywood mesmo. Tbm acho q seja para nós diferenciarmos melhor dos “reais”

  • Bruno

    Concordo em diversos pontos. Lembrar a nova Suprema, Twisty, Demônio do Vício e o Assassino dos Dez Mandamentos no início do texto me fez lembrar dessas frustrações. Concordo com tudo que foi dito nessa parte.

    Minhas cenas favoritas desse episódio foram o Piggy Man no carro da produtora (era meio óbvio que ela ia sofrer um acidente, mas adorei o jeito que foi), a Agnes (Kathy Bates) gritando para os produtores (que sotaque maravilhoso! Que mulher maravilhosa!) e as enfermeiras verdadeiras no final.

    Agora as questões que me incomodaram. Detestei os personagens da Sarah, do Evan e do Cheyene. Achei os três escrotos demais. Sei que intenção era essa, mas não gostei. Não vou sentir falta do Evan nessa temporada, mesmo gostando um pouco do Edward Mott, mas nada espetacular. As cenas do casamento também achei desnecessária e sem sal.

    Fora isso, achei um episódio muito bom, mesmo com a obviedade de voltarem para Roanoke com um reality. Tenho certeza que muita coisa macabra vai acontecer e com a morte do Rory vão começar a entender que aquilo é real.

    As questões que tenho são: o pé da Shelby foi destroçado (se foi real o que contaram no documentário). Não ficou nenhuma sequela? Pq será que a atriz que fez a Scathach (Lady Gaga) e o Ambrose (Wes) não foram chamados para ir pro reality? Pq diabos aceitaram voltar pra lá? Shelby foi para tentar reconquistar Matt, mas Matt e Lee estão lá fazendo o quê? Será que é só pelo dinheiro? E o Sydney não vai tirar as pessoas de lá, mesmo vendo que estão morrendo de verdade? Ou será que vai ser tipo Supermax e perderão o contato com os produtores do show?

  • Leonardo Barros

    Adorei e ponto! Chega de mi mi mi e aprendam a apreciar a serie!

  • Guilherme Souza

    Achei a revelação bem fraca,infelizmente criei expectativa junto com as palavras do diretor e do elenco. Que mais? Hmm Sotaque fraco da Sarah e não sustos. A cada temporada eu espero que alguma cena,algo na trama,alguma coisa me assuste mas isso não acontece desde a segunda. Leio vários comentários de pessoas que se assustam com coisas tão pequenas que fico “really?” Vou continuar assistindo,quero ser surpreendido positivamente porque a temporada tá melhor que pelo menos as 3 últimas.

  • Felipe de Caldas

    Concordo que o Ryan fala demais… Na maioria das vezes ele enche a gente de expectativas e na hora de vermos o resultado o mesmo não chega a ser tão surpreedente assim. Mas nessa temporada eu gostei da ‘reviravolta’, apesar de achar muito corajosos as pessoas que se livraram daquele inferno aceitar participar de um reality show dentro da casa. Isso nos faz pensar que se Shelby não tivesse traído Matt, eles estariam juntos e não voltariam pra mansão. Porém soa muito estranho Matt aceitar voltar para Roanake. Ninguém em sã consciência voltaria para aquele lugar. Teria isso haver com a bruxa? Shelby só voltou porque queria ter a chance de se reconciliar com seu marido. Também é estranho Lee voltar para o lugar onde sua filha desapareceu e correu risco de vida. Sinto que os três (Shelby, Lee e Matt) possuem algum segredo que não foi revelado no documentário e por isso voltaram.
    Achei muito bem desenvolvido os atores totalmente desconstruídos de seus personagens ao lado das pessoas reais. Cada vez mais fico apaixonado por Sarah Paulson e Evan Petters. Que fofo as cenas dos dois. Kathy Bates também é outra maravilhosa. Como o Ryan disse numa entrevista, a cena da Agnis tendo um surto psicótico relembrou o personagem que fez Kathy vencer o Oscar de Melhor atriz. Gênio! Concordo plenamente. Ao lado da racista de Coven, considero esse seu segundo melhor papel na série. Mas voltando a Kathy, considero estranho Agnis agir como a Açougueiro. Estaria ela possuída pelo espírito da assassina fantasma?
    Fazia tempo que eu não ficava tão ansioso com AHS, já que, pra mim, Hotel deixou a desejar.
    Adorei a ligação entre Eduard Mott e Dandy. Será que Finn irá surgir como ele novamente? E Taíssa? Acredito que ela será a verdadeira bruxa da floresta, já que GaGa, aparentemente, era a atriz que a representava. Tô muito satisfeito com essa temporada.

    PS: Adorei sua review

  • Anne S. Guimarães

    Gente, dúvida, rolou algum vacilo da produção? Pergunto porque a Lady Gaga era uma atriz interpretando uma bruxa, não é isso?
    Por que ela não apareceu junto com o elenco?

    • Karine

      Ela teve participação reduzida na temporada pq tava terminando os preparativos do álbum q ela lançou.

  • Oswaldo Gonçalves Maciel

    O episódio me fez lembrar um pouco o filme A bruxa de blair 2

  • Adam

    Como há comentários demais (e muito longos, diga-se de passagem), a única coisa que eu gostaria de comentar é que concordo com a autora da matéria. O episódio não foi uma decepção em pessoa (pontos levantados pelo Douglas), mas foi sim uma brochada no ritmo da série. :T