Ryan Murphy libera novos spoilers sobre “Coven”

O segundo episódio de American Horror Story: Coven foi cheio de acontecimentos chocantes, incluindo a ressurreição da, aparentemente morta, Misty (Lily Rabe) e de Kyle (Evan Peters). O episódio ainda relevou que uma Laveau moderna (Angela Bassett)  manteve seu amante minotauro vivo. Ryan Murphy fala sobre as reviravoltas daqui para a frente entre outras coisas de Coven com o Entertainment Weekly.

Eu adoro pensar que,Asylum terminou com Mary Eunice (Lily Rabe) indo para as trevas e em Coven começou ressuscitando, depois de ser queimada em uma fogueira improvisada.

Ryan Murphy: Nós pensamos muito sobre isto. Queríamos que a Sister Mary Eunice morresse em chamas, e meio que ano passado, decidimos fazer a Lily ressurgir das chamas, como uma fênix. Tem toda uma interpretação por trás e claro, quis que Lily interpretasse o oposto.

A Misty está interessada romanticamente por Zoe? Ou só está atrás de uma amiga?

Ryan Murphy: Acredito que Misty é assexuada. Que só quer fazer parte da tribo. Adoro estar escrevendo sobre as bruxas como uma metáfora para algum tipo de grupo inferiorizado. Ela cresceu não tendo ninguém como ela. Do tipo dela. Também acredito que muitas pessoas podem se identificar com o personagem.

Ela irá começar  a interagir com as moças do Miss Robichaux e deixar de ser um pouco do que é?

Ryan Murphy: Bem, os dois. Ela adora sua vibe, mas estamos trabalhando com caça às bruxas este ano. Ela está num lugar e é descoberta. Não quer mais viver neste mundo, porque é duro demais para ela. Mas uma hora, ela precisará se adaptar ou irá morrer.

O romance de Zoe e Kyle é bem parecido de algum modo como de Tate e Violet, da primeira temporada.

Ryan Murphy: É um amor condenado, mas acredito que de um jeito mais estranho e mais esperançoso, o deste ano. Acredito que será baseado em especial no que vimos em Boy Parts. Eu adorei a criação dele, sobre o namorado perfeito, algo mítico. E eu adoro aquele tipo de monstro que desenvolve um tipo de amor um tanto doentio e super protetor por seu criador. É o inverso do que acontece com Dr. Frankenstein.

Kyle irá falar e parecer normal novamente? Ou ficará apenas grunhindo como Frankenstein?

Ryan Murphy: Bom, isto é bem interessante, porque nosso Evan está realmente matando a pau este ano. No próximo episódio, teremos um Kyle/Evan insano. Ele é tão bom ator e eu amo o que ele consegue fazer fisicamente. Ele sempre aceita o desafio. Com Kyle nesta situação, é extremamente difícil não falar numa série. Porque basicamente, seriados são diálogos. A questão é: Ele irá conseguir se reabilitar? Ela conseguirá fazer com que ele se aproxime do jeito de um homem normal? Ou sempre será um monstro? Será que há possibilidade de as duas coisas acontecerem?

O que posso adiantar, é que no próximo episódio, ele dirá sua primeira palavra. Depois ele simplesmente continua no modo stand by por um tempo.

Iremos conhecer sua mãe?

Ryan Murphy: Ah, sim. No próximo. Eu fui atrás de Mare Winningham, a qual eu tenho amado e amado e amado há tempos e eu queria muito que ela se juntasse à família American Horror Story. Sempre amei seu trabalho. Então escrevi sua parte com os escritores. Ela nos fez um imenso favor. Está brilhante. Ela é o lixo de onde Kyle esteve fugindo. Simplesmente brilhante.

Outro fato que me lembrou da primeira temporada, foi a fertilidade de Cordelia e seu sofrimento para ter um bebê. Isto será outra gravidez macabra?

Ryan Murphy: Isto é o conflito do próximo episódio também. Não estava interessado em fazer algo com bebês novamente. Pensei em dar um tempo. Eu não amo a parte do bebê de Cordelia tanto quanto amo seu sofrimento. Eu pensei, será que seria diabólico, fazer um bebê por magia negra. Sei que muitas mulheres fariam. In vitro é incrivelmente difícil e emocionalmente doloroso. Sarah e Angela têm uma cena incrível, que é meio que uma cena de vudu in vitro. Eu pesquisei as coisas mais insanas que já fizeram sobre isto. E posso dizer que a rainha do vudu não deixa barato.

A minha cena preferida até agora, foi toda a briga entre Fiona e Marie no salão. Foi como se dois leões estivessem brigando. Foi poderoso.

Ryan Murphy: Adoro aquela cena também. Qualquer cena que estiver Jessica Lange com Angela Bassett ou Kathy Bates se digladiando, eu adorarei. Eu me divirto. São minhas rainhas! Dá pra ter uma noção só da presença delas na cena. Elas podem apenas estar fazendo uma tomada de um olhar ou um gesto. Você sempre vai gostar e aplaudir. É tão raro conseguir atores com a categoria e gabarito deles. É ainda mais raro conseguir juntá-los. O mais incrível é a admiração que todas têm por si. Aliás, não somente as rainhas, mas todo o meu reino.

Temos a revelação do final do segundo episódio, que não somente Marie é imortal, como tornou seu amante minotauro, imortal também.

Ryan Murphy: Sim. Esta é a parte mítica de Marie Laveau. Supostamente, ela realmente anda por nós, ela existe. Jessica fala sobre isto em uma das cenas. Tem sempre uma aura sobre ela e o rumor que ela nunca morre. Ninguém tem ideia do que aconteceu de fato com Delphine LaLaurie. Não sabem direito o que aconteceu aos Axeman, nem quem retornará no episódio 7. New Orleans tem isso. É tudo sobre histórias e histórias. Quem desapareceu quem ressurgiu. Quem nunca foi embora.

O minotauro é um tipo de Rubberman ou Bloody Face?

Ryan Murphy: Sim, totalmente. Não posso falar muito mais que isso. Mas sim, ele é.

Parece que ele é o carrasco ajudante.

Ryan Murphy: Bom o que será que acontece quando seu namorado é transformado em minotauro? Acredito que ela faça coisas deliciosamente pornográficas com ele, nos bastidores. Eles são bastante sexuais, você pode falar isto só de olhar para os dois. Acredito que estava à beira da morte, e ela deu-lhe lágrimas imortais. Assim, ela o mantém nos bastidores, mas começará a sair com ele por Cornrow City.

Espera, o salão dela se chama Cornrow City?!?!

Ryan Murphy: Uhum. (Risos).

Você também comentou sobre o lenhador, interpretado por Danny Huston. Ele será o interesse amoroso de Fiona, correto?

Ryan Murphy: Sim, e será excelente! É uma história de amor bem adulta. Ambos, Jessica e Danny são quentes. Constance teve Travis na primeira. Sister Jude fantasiava, mas não teve um amor concreto em Asylum. Quis dar à ela algo com peso. Acredito muito em encontrar amor à “segunda vista”.  Então, você se pergunta: o que uma bruxa e um serial killer farão? Será difícil. Terão muito a fazer. Será quente!

Mas Fiona sabe que ele é um serial killer?

Ryan Murphy: Não posso contar. Mas irá aparecer isto uma hora.

Então ele foi baseado em alguém que existiu, também?

Ryan– O lenhador é o Zodíaco nos dias de hoje. Ele aterrorizava New Orleans e escrevia cartas para o jornal. Nunca foi encontrado, claro.

Temos conhecimento da história. Queenie está neste episódio. Teremos a origem de Nan?

Ryan Murphy: Sim, mas será mais tarde. É uma história mais profunda, realmente interessante. Eu amo de paixão a minha Jamie. Ela está ótima nesta temporada. Foi a primeira que escrevi para Coven. Adoro seu poder. Mas veremos isto mais para o final do ano.

Na próxima semana temos Patti LuPone?

Ryan Murphy: Sim! Patti LuPone!

Ela se torna a vizinha de porta de Miss Robichaux e com seu filho, certo?

Ryan Murphy: Exatamente.

Ela interpreta Joan Ramsey, uma cristã fervorosa e acredito que viver ao lado de bruxas não vai dar muito certo para ela.

Ryan Murphy: De modo algum. Inclusive, há um episódio onde ela tem uma briga enorme com Jessica, que na vida real, é sua amiga íntima. São duas lendas vivas a mais para digladiarem. Quis que ela interpretasse alguém extremamente controlada, ao contrário dos papeis que ela fez. Ela continuará por toda a temporada.

E seu filho se envolve com as garotas do Miss Robichaux’s?

Ryan Murphy: Dá pra dizer que sim. Mas a questão é: com qual delas?

Qual o nome do terceiro episódio?

Ryan Murphy: Se chama The Replacements (As substituições). E tem de tudo! Todas as minhas rainhas, inclusive.

Qual a relação de Fiona e Delphine?

Ryan Murphy: Bom, ela não quer voltar para a cova. E acredito que Fiona vai descobrir seus crimes. Ela não tem interesse em torturá-la. É uma bruxa cabeça aberta e liberal. Ela não pode achar um emprego, Marie Laveau está atrás dela, ela não pode deixar a casa. A sua adaptação aos tempos atuais será muito complicada. Fiona estará lá controlando tudo.

Misty é louca por Stevie Nicks?

Ryan Murphy: Muito. Stevie é uma bruxa também. Isso vem também porque eu a adoro. Cresci ouvindo suas músicas, como “Riannon” e “Gypsy.” Eu lembro que li um artigo onde Courtney Love a chamou de bruxa branca e Grace Slick de “bruxa negra.” Tenho uma ótima relação com Stevie por causa de Glee. Ela tem escrito Lea [Michele] regularmente em especial, depois da morte de Cory. Ela é adorável e Misty admira isto também.

Quando tivemos a ideia das bruxas, eu pensei, Misty vai crescer sozinha. Se você é uma bruxa e não conhece as outras, com certeza você conhecerá Stevie Nicks. Então a chamei e disse que a queria usar no show. Ela ficou bem resistente no começo, por causa do que aconteceu com sua carreira, onde a comunidade Wicca deu grandes problemas à ela. Ela ficou apavorada por causa das cartas, das ameaças. Ela não gostava da parte obscura da bruxaria. Aí eu apenas expliquei à ela o que eu queria dela e ela simplesmente disse: Ah quer saber, foda-se, vamos fazer isto!  De fato, ela não é bruxa. Mas é atraída a vida inteira pelo assunto. Ela pesquisa. Então ela me deu os direitos de suas músicas e está trabalhando com Lindsay Buckingham em uma das canções, numa espécie de remake sobre bruxas, que elas fizeram.

Tradução e adaptação por: Marianna Marcinichen Garcia.

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